Política

Eleições no Chile: voto é obrigatório neste domingo e 8 nomes disputam a presidência

Candidata da aliança de esquerda, Jeannette Jara, lidera intenções de voto, enquanto José Antonio Kast segue em segundo lugar

Neste domingo, mais de 15 milhões de chilenos votam para eleger o próximo presidente e renovar o Congresso - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 16/11/2025, às 09h42

A candidata da aliança de esquerda, Jeannette Jara, aparece na frente na disputa pelo primeiro turno das eleições presidenciais no Chile, de acordo com uma pesquisa recente da Atlas/Intel. A ex-ministra do Trabalho do atual governo Boric lidera as intenções de voto, à frente de seu principal adversário, o candidato de extrema-direita José Antonio Kast, do Partido Republicano, que tem 18,1% das preferências.

Os chilenos vão às urnas neste domingo (16) para escolher o próximo presidente do país, que governará de 2026 a 2030, sucedendo Gabriel Boric. Ao todo, oito nomes estão na disputa. Além de Jara e Kast (que já foi derrotado por Boric no segundo turno de 2021), a corrida inclui outros candidatos como Evelyn Matthei, da coligação de direita Chile Vamos, e o também deputado de extrema-direita Johannes Kaiser.

A votação, que começou às 8h da manhã, tem uma novidade importante: esta é a primeira eleição presidencial desde 2012 em que o voto é obrigatório para todos os cidadãos chilenos.

O que mais está em jogo?

Este domingo não é somente sobre escolher o presidente. Mais de 15,7 milhões de eleitores também estão votando para renovar cargos importantes no Congresso. Todas as 155 cadeiras da Câmara dos Deputados estão em disputa em todo o país.

Além disso, metade do Senado será renovada. Os eleitores de sete das 16 regiões chilenas vão escolher 23 dos 50 senadores que compõem a casa.

Regras da eleição e a multa por faltar

A lei eleitoral chilena é clara: para vencer no primeiro turno, o candidato precisa ter a maioria absoluta, ou seja, mais da metade dos votos válidos. Se ninguém alcançar essa marca neste domingo, os dois mais votados disputarão um segundo turno, já marcado para o dia 14 de dezembro. O vencedor tomará posse em março de 2026.

Como o voto agora é obrigatório, quem for cidadão chileno e deixar de votar sem uma justificativa válida estará sujeito a uma multa. O valor pode variar de US$ 36 a US$ 110 (o que pode chegar a quase R$ 590).

Existem algumas exceções: a multa não será aplicada para quem estiver doente (com atestado), fora do país, a mais de 200 quilômetros de seu local de votação, ou para pessoas com deficiência e impedimentos graves que sejam comprovados à Justiça.

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