Mercado financeiro

Dólar despenca e Bolsa dispara após sinal de trégua no Oriente Médio

Declarações de Donald Trump sobre possível fim da guerra contra o Irã impulsionam mercados globais e levam Ibovespa a forte alta, enquanto o real ganha força frente à moeda americana.

Dólar cai forte e Bolsa dispara após fala de Trump sobre guerra - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 31/03/2026, às 21h28

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Em um dia marcado por forte otimismo nos mercados globais, o dólar registrou queda expressiva frente ao real nesta terça-feira (31), enquanto o Ibovespa avançou de forma consistente, refletindo a melhora no apetite ao risco entre investidores.

A moeda norte-americana encerrou o pregão em baixa de 1,31%, cotada a R$ 5,179, após atingir máxima de R$ 5,237 ao longo do dia. Na mínima, chegou ao mesmo patamar de fechamento. Na sessão anterior, o dólar havia subido 0,12%, a R$ 5,248, indicando um movimento de reversão mais intenso nesta terça-feira.

Apesar da queda no dia, o dólar ainda acumula valorização de 0,9% frente ao real em março. No acumulado de 2026, porém, a moeda apresenta desvalorização de 5,7%, evidenciando um cenário mais favorável para moedas emergentes ao longo do ano.

O principal fator por trás da mudança de humor dos mercados foi o avanço nas expectativas de desescalada do conflito no Oriente Médio. Investidores reagiram às declarações de Donald Trump, que avalia encerrar a guerra contra o Irã, mesmo com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado por forças iranianas — um ponto crítico para o fluxo global de petróleo.

A possível redução das tensões geopolíticas impacta diretamente o mercado financeiro por diminuir riscos sistêmicos, especialmente ligados à oferta de energia e à inflação global. Com menor incerteza, investidores tendem a migrar recursos para ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, como o Brasil.

Esse movimento foi refletido no desempenho do Ibovespa, que avançou com força ao longo da sessão, impulsionado principalmente por papéis ligados a commodities e ao setor financeiro, sensíveis tanto ao cenário externo quanto ao fluxo de capital estrangeiro.

Nos Estados Unidos, o ambiente também foi positivo, com investidores reavaliando riscos e ajustando posições diante da possibilidade de uma solução diplomática para o conflito.

Analistas destacam que, embora o movimento tenha sido relevante, o cenário ainda depende da confirmação de avanços concretos no campo geopolítico. A manutenção da volatilidade segue no radar, especialmente diante da importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global.

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