Conflito geopolítico

Comissão dos EUA acusa China de instalar bases militares na América Latina, incluindo no Brasil.

Comissão dos EUA acusa China de instalar bases militares na América Latina, incluindo no Brasil

Comissão dos EUA acusa China - Imagem: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS

Redação Publicado em 05/03/2026, às 10h34

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A Comissão Seleta da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que lida com a competição estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês, divulgou nesta semana um relatório alarmante sobre a crescente presença militar da China na América Latina. Segundo o documento, a China estaria construindo e operando instalações na região com um potencial uso militar, incluindo no Brasil.

A Comissão, que foi formada para estudar como os EUA podem lidar com o avanço da China em áreas de influência estratégica, aponta que dois locais no Brasil estão na mira da China: a Estação Terrestre de Tucano, na Bahia, e um laboratório de radioastronomia na Serra do Urubu, na Paraíba. As instalações, que foram estabelecidas através de parcerias com empresas locais, estariam ligadas a objetivos militares, e a China poderia estar utilizando esses espaços para fins de monitoramento e coleta de dados sensíveis.

A Estação Terrestre de Tucano, especificamente, foi mencionada como um local onde a Beijing Tianlian Space Technology, empresa chinesa, poderia estar oferecendo serviços de comunicação de longa duração e cobertura espacial para voos tripulados e satélites de reconhecimento. O relatório afirma que essa colaboração pode abrir portas para que a China tenha uma capacidade de vigilância militar avançada sobre a região.

A situação gerou preocupação no Congresso dos EUA, que teme perder o controle sobre essa "área de influência" e que a crescente presença chinesa na América Latina possa representar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. A comissão de deputados recomenda ações para frear esse avanço, inclusive com uma maior vigilância e diplomacia para monitorar a infraestrutura espacial na região.

As tensões se intensificam ainda mais com o posicionamento de algumas das maiores potências mundiais, como os EUA e China, na disputa por espaço estratégico e tecnologias de ponta. E a instalação de uma base de monitoramento no Brasil é vista como uma peça chave nesse jogo de poder.

O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre o conteúdo do relatório, mas a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados solicitou explicações ao Ministério da Defesa sobre as instalações.

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