Internacional

Brasileiro detido por Israel em flotilha rumo a Gaza é libertado e será deportado

Thiago Ávila e o ativista espanhol Saif Abu Keshek deixaram prisão de segurança israelense após decisão judicial; governos do Brasil e da Espanha classificaram detenção como ilegal.

O ativista brasileiro Thiago Ávila foi libertado neste sábado após passar dias preso em Israel depois da interceptação de uma flotilha internacional - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 09/05/2026, às 16h05

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O ativista brasileiro Thiago Ávila foi libertado neste sábado (9) de uma prisão de segurança em Israel após passar dias detido pelas autoridades israelenses. Ele e o ativista espanhol Saif Abu Keshek devem ser deportados nos próximos dias, segundo informações divulgadas por advogados e pelo grupo de direitos humanos Adalah, responsável por acompanhar a defesa dos dois.

Os ativistas foram presos em 29 de abril após forças israelenses interceptarem uma embarcação da chamada Flotilha Global Sumud, iniciativa internacional organizada para tentar romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino.

A embarcação havia partido da Espanha no dia 12 de abril e fazia parte de uma nova tentativa de ativistas internacionais de levar suprimentos ao enclave palestino em meio ao agravamento da crise humanitária na região.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, Thiago Ávila era investigado por suposta atividade ilegal, enquanto Saif Abu Keshek foi acusado de possível ligação com organização terrorista. As autoridades israelenses também citaram suspeitas de auxílio ao inimigo e contato com grupo terrorista.

Os dois negaram todas as acusações.

Os governos do Brasil e da Espanha afirmaram oficialmente que a detenção dos ativistas era ilegal e cobraram esclarecimentos das autoridades israelenses. Mesmo diante da pressão diplomática, o Tribunal de Magistrados de Ashkelon decidiu manter ambos presos até o dia 10 de maio.

Neste sábado, no entanto, os advogados informaram que os ativistas receberam comunicação oficial sobre a libertação da prisão de segurança. Eles agora permanecerão sob custódia das autoridades de imigração israelenses até a conclusão do processo de deportação.

Em nota, o grupo Adalah afirmou que acompanha o caso para garantir que a libertação seja efetivamente cumprida e que a deportação ocorra sem novos impedimentos.

A interceptação da flotilha reacendeu debates internacionais sobre o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, considerado por entidades humanitárias um dos principais fatores para o agravamento da crise no território palestino. Israel, por outro lado, sustenta que as restrições são necessárias por questões de segurança e combate a organizações consideradas terroristas.

Thiago Ávila é conhecido por participação em movimentos internacionais ligados a direitos humanos e causas humanitárias. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e mobilizou manifestações de apoio no Brasil e em outros países.

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