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Bolsonaro arma seu tabuleiro para 2026 em meio ao cerco judicial

Plano inclui família no Senado e mira impeachment de Alexandre de Moraes

Plano inclui família no Senado e mira impeachment de Alexandre de Moraes - Imagem: Divulgação/Coluna Esplanada

Leandro Mazzini Publicado em 21/07/2025, às 08h00

Por Leandro Mazzini
Com Carol Purificação e Alexandre Braz

Os quatro de Jair

Cada vez mais cercado pela PF e o Judiciário, o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro (PL) não para os planos para a eleição de 2026, ciente de que poderá ser preso no inquérito do STF que investiga tentativa de golpe de Estado. O projeto principal é eleger o maior número de senadores possível para tentar o impeachment do inimigo figadal ministro Alexandre de Moares, relator do inquérito no Supremo. Ele conta como futuros eleitos quatro membros de sua família: os filhos Carlos, por Santa Catarina; Eduardo, por São Paulo; Flávio, pelo Rio de Janeiro; e a esposa Michelle, pelo Distrito Federal. Bolsonaro tem articulado pessoalmente, com o PL, palanques estaduais. A meta é ter uma bancada de, no mínimo, 55 senadores. Contudo, esse arranjo pessoal causa constrangimentos. A turma Catarinense, por exemplo, ficou desconfortável sobre Carlos, porque a mudança do Rio para Florianópolis atrapalha planos de muitos aliados.

Operação tabajara?

No auge da guerra jurídica pelo controle da Eldorado Celulose, um grupo próximo a um executivo da Paper Excellence decidiu radicalizar, segundo fonte ligada à companhia. Montou o comitê que teria o nome “Operação Twist Arm”, para levantar informações contra concorrentes. Não vingou porque logo em seguida houve o acordo entre as controladoras. Em nota, a Paper, nega a criação de ‘grupo sigiloso’ para investigações e informa que sempre trabalhou com total transparência.

Atrasadões

Um grupo de deputados da oposição pretende convocar o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro da Indústria e Comércio, para explicar se há estratégia por parte do Governo para abrir negociações com os EUA. Mas com o recesso, requerimento a respeito seria votado apenas em agosto – quando tudo já pode ter mudado, ou não.

Homem de recados

Não há, de parte da Casa Branca, nenhum indício de que o Governo dos Estados Unidos terá um novo embaixador no Brasil. Para o presidente Donald Trump, o Brasil é irrelevante e há questões mais urgentes. O atual Encarregado de Negócios em Brasília, por sua vez, não tem autonomia e apenas entrega recados de um lado para o outro.

Tarifa nas alturas

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) pretende realizar em agosto audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor, para debater os impactos aos consumidores da parceria comercial entre as empresas aéreas Gol e Azul e as preocupações decorrentes de uma possível fusão entre as empresas.

Portos sociais

O Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), criado pelo deputado Paulo Alexandre (PSDB-SP), ex-prefeito de Santos, terá sede em São Paulo. Ele criou o IBI Social, e  dona Lu Alckmin será madrinha. Pretende desenvolver ações voltadas para inclusão e educação em comunidades impactadas por portos e aeroportos e setor logístico.

ESPLANADEIRA

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