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Aposentadoria de Barroso reacende debate sobre modelo de nomeações ao STF

Especialistas defendem revisão no processo de escolha dos ministros, hoje concentrado na decisão presidencia

Aposentadoria de Barroso reacende debate sobre modelo de nomeações ao STF - Imagem: Divulgação/Coluna Esplanada

Leandro Mazzini Publicado em 13/10/2025, às 04h00

Sobre o STF

Há anos a Coluna vem alertando a respeito do problema que se tornou o modelo de nomeações para ministro(a) do Supremo Tribunal Federal – e não tem a ver com a atual polarização política. Desde a redemocratização, a escolha presidencial sempre conotou, também, uma decisão partidária-ideológica, e o ônus fica para o(a) nomeado(a), independentemente do grau de conhecimento jurídico e meritocracia. A aposentadoria precoce do ministro Luís Roberto Barroso abriu novo debate sobre esse cenário. O Brasil precisa urgentemente repensar esse modelo de escolha, e há casos exemplares como opção. Na Bolívia, as vagas da Corte são escolhidas por conselho de sete notáveis de setores da sociedade – inclusive o político. Já no Equador, os magistrados são selecionados por votos do Legislativo e Executivo, e por uma Câmara de representantes da sociedade civil. Modelos similares – Com envolvimento de mais entidades e sem o decisão suprema da caneta presidencial – são utilizados por Argentina, França e Alemanha, onde, aliás, os ministros têm mandatos com prazo determinado. 

Brasil nuclear

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) busca entre parlamentares apoio para uma PEC que altere a Constituição e permita que o Brasil desenvolva armas nucleares – exclusivamente para a defesa e fortalecimento do País. A fabricação bélica seria realizada pelas Forças Armadas Brasileiras, sob permissão e fiscalização do Congresso Nacional.

Mar brabo

O CEO da Azimut do Brasil, Francesco Caputo, foi desligado do cargo dia 2 de outubro, por uma suposta “quebra de confiança” da matriz italiana. No comando da marca desde 2021, Caputo atuava na Azimut há 20 anos. Andrea Consolini, diretora financeira, assumiu como CEO interina. O anúncio foi realizado pelo CEO Global, Marco Valle. A administração no Brasil está sob investigação dos europeus.

Audiência arriscada

O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) pretende realizar uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos para denunciar a perseguição norte-americana contra pessoas com relações com Cuba. Foram convidados Mozart Julio Tabosa e Alberto Kleiman, que implantaram o Mais Médicos e perderam os vistos americanos. A audiência pode chegar em um mau momento, agora que Brasil e EUA estão em bons termos.

R$ 4 trilhões

O Brasil ultrapassou neste mês a marca de R$ 4 trilhões em gastos públicos, somando despesas da União, Estados e Municípios, segundo dados da plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil. Em 2018, o gasto de R$ 1,5 trilhão levou 155 dias para ser alcançado; em 2025, esse mesmo valor foi atingido em 116 dias.

Maus-tratos

O deputado Junio Amaral (PL/MG), apresentou Moção de Repúdio ao Diretor Geral do Serviço Social Autônomo de Contagem (MG), Eduardo Penna, por incentivar os maus-tratos aos animais ao pedir que cachorros sejam mortos com espingarda de chumbinho ou colocados dentro de sacos e jogados em um ribeirão.

ESPLANADEIRA

#Vendas do comércio caem 0,5% no 3º trimestre do ano, aponta Índice do Varejo Stone. #Isa Colli lançou, no sábado, seu 3º romance adulto, “Alice: amor, perda e renascimento”. #No Documentário “Vai para a Argentina, c4r4jo!”, Eduardo Moreira investiga custo humano do projeto ultraliberal de Javier Milei. #13º Congresso Brasileiro de Agroecologia será de 15 a 18/10, em Juazeiro (BA). #Colli Books deu descontos em livros de educação infantil em campanha do Dia das Crianças. #Roberto Maleson e Eduardo Barroca, técnico do CRB-AL, lançam livro “Modelo de trabalho”, no Maracanã (RJ), dia 27/10.

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