O clube afirma que a decisão da arbitragem não considerou as provocações
Gabriela Thier Publicado em 08/01/2025, às 16h07
Nesta quarta-feira (8), o Real Madrid comunicou sua intenção de recorrer da sanção imposta pelo Comitê de Competições da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). O clube considera que a decisão da arbitragem, após a consulta ao VAR, não levou em conta as provocações dirigidas ao goleiro Dimitrievski antes da reação do atacante Vinícius Júnior, que culminou na expulsão do brasileiro.
O Real Madrid também ressaltou que Vinícius foi alvo de "graves insultos racistas" antes do episódio que resultou em sua expulsão, sendo que tais agressões não foram registradas no relatório oficial da partida e não geraram qualquer ação por parte dos árbitros. Além disso, o clube mencionou o arrependimento demonstrado por Vinícius Júnior após o término do jogo.
Durante a partida no estádio Mestalla, o jogador brasileiro enfrentou uma série de provocações por parte dos torcedores do Valencia, incluindo cartazes e cânticos ofensivos. Este não é um caso isolado, já que em maio de 2023, Vinícius foi alvo de racismo em um jogo entre as duas equipes, situação que quase resultou em uma crise diplomática entre Brasil e Espanha devido à gravidade do ocorrido.
Na sexta-feira anterior ao anúncio do recurso, Vinícius empurrou o goleiro adversário após ser provocado, levando à sua expulsão. A ação foi classificada como "violência esportiva", conforme o artigo 130 do Código Disciplinar da RFEF, mas não foi considerada uma agressão. Na terça-feira seguinte, a punição foi aumentada para dois jogos de suspensão. Assim, Vinícius Júnior desfalcará a equipe nas partidas contra Las Palmas e Valladolid, marcadas para próximos dias 18 e 25, respectivamente. No entanto, ele estará disponível para participar do confronto contra o Mallorca nas semifinais da Supercopa da Espanha programado para quinta-feira.