Levantamento nacional mostra avanço do otimismo em relação ao desempenho do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Apesar da melhora na confiança, 56% dos entrevistados ainda não acreditam que a Seleção conquistará o sexto título mundial.
Redação Publicado em 11/06/2026, às 10h33
A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, a confiança dos torcedores voltou a crescer, mas o sonho do hexacampeonato ainda está longe de ser unanimidade. Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) revela que a maioria dos brasileiros segue cética quanto à conquista do Mundial.
Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados afirmaram que o Brasil não será campeão da Copa. Já 35% acreditam que a Seleção comandada por Carlo Ancelotti levantará a taça, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.
Apesar do cenário ainda desfavorável, os números mostram uma recuperação do otimismo nacional. Em comparação com pesquisas anteriores, a parcela dos brasileiros que acredita no hexacampeonato cresceu dez pontos percentuais, refletindo a expectativa gerada pela chegada de Ancelotti ao comando da equipe e pela proximidade do torneio.
Quando questionados sobre até onde o Brasil pode chegar na competição, 35% apostam no título. Outros 23% acreditam que a equipe será eliminada nas quartas de final, repetindo o desempenho da Copa do Catar, em 2022. Já 8% veem a Seleção alcançando as semifinais, enquanto 3% apostam no vice-campeonato.
A pesquisa também apontou uma melhora significativa na aprovação do técnico Carlo Ancelotti. O italiano agora conta com aprovação de 58% dos brasileiros, contra 41% registrados em abril. A rejeição ao treinador caiu de 29% para 14%.
Outro dado que chama atenção é o aumento do apoio à presença de Neymar na Seleção. Segundo a Quaest, 53% aprovam a convocação do camisa 10 para a Copa do Mundo, enquanto 38% desaprovam.
Os números indicam que, embora a desconfiança ainda prevaleça, a torcida brasileira voltou a enxergar a Seleção com mais esperança às vésperas do principal torneio do futebol mundial.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho, em entrevistas presenciais realizadas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.