Entidade avalia elevar valores destinados às 48 seleções participantes do torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá
Lívia Gennari Publicado em 27/04/2026, às 15h03 - Atualizado às 15h20
A Fifa iniciou negociações com federações de futebol de diferentes países para aumentar a premiação destinada às seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026. O reajuste ainda depende de aprovação do Conselho da entidade, em reunião marcada para terça-feira (28), véspera do 76º Congresso da organização, que acontece em Vancouver.
A proposta em discussão prevê não apenas a ampliação dos valores pagos às 48 seleções classificadas para o torneio, mas também um reforço no financiamento voltado ao desenvolvimento do futebol em todas as 211 associações filiadas. Segundo a entidade, o objetivo é ampliar o impacto financeiro global do Mundial.
Em dezembro, a Fifa havia anunciado um aumento de 50% na premiação em relação à edição anterior, totalizando cerca de US$ 655 milhões, aproximadamente R$ 3,3 bilhões. O valor foi definido após a entidade fechar um acordo de financiamento recorde para o ciclo do torneio, estimado em US$ 727 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões).
Agora, a organização avalia uma nova elevação desses números, em um cenário de forte crescimento de receitas. A Fifa projeta ultrapassar US$ 11 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões) em arrecadação no ciclo entre 2023 e 2026, impulsionada, entre outros fatores, pelo desempenho comercial do novo Mundial de Clubes com 32 equipes, realizado nos Estados Unidos.
De acordo com a entidade, 93% da receita prevista já estava garantida até o fim de 2025. O montante reforça a posição financeira mais robusta da história da Fifa, que busca ampliar investimentos por meio do programa Fifa Forward.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e está programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, com sede compartilhada entre Estados Unidos, México e Canadá.