Atleta do vôlei de praia recebeu punição da Federação Internacional por “conduta antiesportiva” e ficará fora da etapa de João Pessoa em 2026.
Redação Publicado em 19/02/2026, às 11h57
A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa pela Federação Internacional de Vôlei após ter comemorado publicamente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma etapa do Circuito Mundial no fim de 2025.
Segundo informações confirmadas pela equipe da atleta, a punição se baseia em “conduta antiesportiva”, prevista no regulamento disciplinar da entidade. Carol não poderá disputar a primeira etapa do Beach Pro Tour Elite 16 de 2026, marcada para março, em João Pessoa, na Paraíba.
Declaração em quadra
A manifestação ocorreu no dia 23 de novembro do ano passado, após a conquista da medalha de bronze no Mundial da Austrália ao lado de Rebecca. Na entrevista pós-jogo ainda na quadra, Carol comentou a prisão de Bolsonaro, classificando o momento como “incrível” e afirmando que era algo a ser celebrado.
A declaração repercutiu nacional e internacionalmente. De acordo com o regulamento disciplinar da FIVB, o artigo 8.3 considera conduta antiesportiva qualquer gesto, linguagem ou comportamento que possa trazer descrédito ao esporte ou à entidade organizadora.
Até o momento, a FIVB não divulgou nota oficial sobre o caso. A Confederação Brasileira de Vôlei também não se manifestou.
Impacto na temporada
A suspensão impede Carol de participar da primeira competição internacional da temporada 2026. A etapa de João Pessoa acontece entre 11 e 15 de março e marca o início do calendário do Circuito Mundial.
A atleta já havia defendido publicamente o direito de atletas se posicionarem politicamente. A equipe informou que não comentará a decisão neste momento.
O caso reacende o debate sobre os limites da manifestação política no esporte e o papel das federações internacionais na regulação da conduta de atletas.