Treinador explicou os critérios adotados pela comissão técnica para definir o cobrador e esclareceu por que Vinicius Jr. não ficou responsável pela penalidade contra a Noruega
Redação Publicado em 05/07/2026, às 22h42
A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo abriu espaço para um dos principais debates da partida: a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti ainda no primeiro tempo. Após a derrota por 2 a 1, o técnico Carlo Ancelotti explicou que a decisão foi baseada na lista de cobradores definida previamente pela comissão técnica e descartou qualquer resistência de Vinicius Junior em assumir a responsabilidade.
Segundo o treinador, os atletas com melhor histórico nas penalidades não estavam em campo quando o árbitro assinalou a falta sobre Matheus Cunha dentro da área.
O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli. Escolhemos o Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo", explicou.
Neymar iniciou a partida no banco por decisão técnica e só entrou na etapa final, enquanto Igor Thiago não chegou a ser acionado em nenhum momento da partida. Já Raphinha, que também era considerado uma das principais opções para a função, sofreu uma lesão muscular ainda na fase de grupos.
Com esse cenário, Bruno Guimarães foi o escolhido para a cobrança. O meio-campista bateu no canto, em meia altura, mas parou na defesa segura do goleiro Nyland. Antes do confronto,Guimarães havia cobrado apenas três pênaltis na carreira, sendo dois pelo Newcastle e um pelo Lyon
A decisão gerou questionamentos porque Vinicius Junior permaneceu em campo durante toda a jogada. O atacante, porém, negou que tenha recusado a cobrança e afirmou que apenas cumpriu a determinação da comissão técnica. "O mister escolhe antes do jogo quem vai bater. Ele escolheu o Bruno, que bate melhor do que eu", afirmou o camisa 7, reforçando que não se esquivou da responsabilidade.
Comparativos
Os números mostram que Vini Jr. possui experiência superior nas penalidades. Ao longo da carreira, o atacante já executou 19 cobranças oficiais, convertendo 13 diretamente, o equivalente a um aproveitamento de aproximadamente 68,4%.
A penalidade desperdiçada acabou ganhando ainda mais peso com o desenrolar do confronto. Na segunda etapa, Erling Haaland marcou duas vezes para a Noruega, enquanto Neymar, já nos acréscimos, converteu um pênalti sofrido por Casemiro e diminuiu a diferença. O gol, porém, não foi suficiente para evitar a eliminação brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Apesar da eliminação, o técnico italiano vê a derrota como uma chance de recomeço para a Seleção, pois, segundo ele o Brasil teve o controle de boa parte da partida, criou as melhores chances, destacando a necessidade de encarar a derrota como o início de uma nova etapa no time.
Estamos todos profundamente tristes. Porque acho que fizemos até agora um bom mundial. Quando passa um momento assim temos que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias, não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota", concluiu.