Dificuldades na localização de Suzane e na penhora de bens resultam em inclusão na Dívida Ativa da União
Manoela Cardozo Publicado em 20/03/2025, às 13h05
A Receita Federal está em busca de Suzane von Richthofen para que ela devolva uma quantia de R$ 52.993,30, referente a uma pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebida entre 2002 e 2004. O benefício foi pago enquanto ela estava presa pelo assassinato dos próprios pais. Atualmente, ela cumpre pena em regime aberto, mas enfrenta dificuldades com a Justiça devido a essa cobrança.
A informação foi publicada pelo jornalista Ullisses Campbell, autor da biografia de Suzane von Richthofen, no jornal O Globo. O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação para reaver o dinheiro, alegando que não faz sentido que ela tenha sido financeiramente beneficiada por um crime que cometeu. Em 2013, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Suzane devolvesse R$ 44,5 mil aos cofres públicos. No entanto, ela alegou que não tinha como fazer o pagamento, pois já havia gastado toda a quantia.
A Justiça Federal tem encontrado dificuldades para localizar Suzane, além de não ter conseguido encontrar bens registrados em seu nome que possam ser utilizados para quitar a dívida. As buscas foram realizadas, mas não houve sucesso na penhora de nenhum ativo. Diante disso, o nome dela foi incluído na Dívida Ativa da União e também registrado no Serasa por inadimplência. A última movimentação do processo ocorreu na quarta-feira (14), reforçando a cobrança.
Apesar dessa situação financeira, Suzane conseguiu, em 2024, um financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursar uma faculdade particular. Isso gerou questionamentos sobre os critérios adotados para concessão do benefício, considerando que a existência de dívidas com a União poderia representar um impedimento.
Atualmente, Suzane tem sido vista em cidades do interior de São Paulo e recentemente teve um filho. Sua advogada foi procurada, mas não se manifestou sobre o caso. Já a Receita Federal afirmou que, por sigilo fiscal, não comenta situações individuais.