Influenciador digital Nego Di e parceiro montaram site com ofertas falsas
Manoela Cardozo Publicado em 12/06/2025, às 08h00
Na quinta-feira (05), a Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e seu sócio Anderson Boneti a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, além de multa. A sentença decorre de um esquema de estelionato praticado contra 16 vítimas em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Segundo o processo, ambos eram responsáveis pela loja virtual “Tadizuera”, utilizada para anunciar produtos com valores significativamente abaixo dos preços de mercado. No entanto, as ofertas nunca eram efetivadas, caracterizando um golpe. A polícia estima que o prejuízo total causado às vítimas ultrapasse R$ 5 milhões.
Uma das vítimas relatou, durante o processo, ter perdido R$ 30 mil após tentar adquirir dois celulares e alguns aparelhos de ar‑condicionado por meio da plataforma falsa. O caso mobilizou as autoridades locais e motivou investigação.
O esquema teria se iniciado em 2022, quando Nego Di começou a vender celulares com preços competitivos, entregando as primeiras unidades para ganhar confiança. Posteriormente, ele lançou a loja “Tadizuera”, afirmando que o objetivo era ofertar produtos acessíveis à população — estratégia que serviu para atrair investidores e novos compradores.
Em depoimentos, ele e Boneti teriam utilizado a indicação de acessibilidade como máscara para promover o negócio fictício, enganando consumidores que acreditavam estar adquirindo eletrônicos com economia real.
Desde novembro do ano anterior, Nego Di encontrava-se em liberdade provisória. Ele deixou a Penitenciária de Canoas após cumprir cerca de quatro meses de prisão preventiva. A sentença agora impõe, além da longa pena de reclusão, o cumprimento de multa a ser especificada pela Justiça.