Memória

Mamonas Assassinas: exumação revela detalhe chocante após 30 anos da morte trágica da banda

Três décadas depois, um detalhe inesperado transforma um procedimento silencioso em um dos momentos mais marcantes da história do grupo

Mamonas Assassinas: exumação revela detalhe chocante após 30 anos da morte trágica da banda - Imagem: Reprodução/Twitter/X

Manoela Cardozo Publicado em 26/02/2026, às 11h01

A exumação dos integrantes dos Mamonas Assassinas realizada nesta semana no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, foi marcada por um momento inesperado que emocionou familiares e reacendeu a memória dos fãs. Durante o procedimento, uma jaqueta encontrada sobre o caixão do vocalista Dinho chamou atenção pelo estado de conservação e pelo simbolismo que carrega.

Segundo comunicado publicado no perfil oficial do grupo, a peça fazia parte do acervo usado pela equipe da banda e havia sido colocada sobre o caixão na época do sepultamento. “O item permanece sob a guarda do cemitério até que se defina se fará parte do Memorial”, informou a nota divulgada nas redes sociais.

O processo de exumação foi autorizado para que parte das cinzas dos músicos seja destinada à criação de um espaço em homenagem à trajetória da banda. A proposta inclui o plantio de árvores nativas em Guarulhos, cidade onde o grupo surgiu e conquistou os primeiros fãs. O futuro espaço levará o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas e pretende unir lembrança e preservação ambiental.

Jorge Santana, primo de Dinho e responsável pela marca ligada ao legado da banda, descreveu o impacto do momento. “A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, afirmou. Ele também destacou o simbolismo da descoberta. “Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta no memorial.”

A administração do cemitério reforçou que a proposta vai além de um simples espaço físico. “Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”, publicou.

Os Mamonas Assassinas viviam o auge da fama quando morreram em 2 de março de 1996. Após um show em Brasília, o avião que transportava a banda caiu na Serra da Cantareira, durante a aproximação para pouso em Guarulhos. A tragédia interrompeu uma carreira meteórica e provocou comoção nacional.

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