Arquivos Secretos

Luciana Gimenez é citada em documentos oficiais do caso Epstein

Documentos liberados nos Estados Unidos reacendem debate ao ligar a apresentadora brasileira a registros financeiros do escândalo internacional

Luciana Gimenez é citada em documentos oficiais do caso Epstein - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 09/02/2026, às 14h06

A divulgação de novos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein voltou a provocar impacto internacional e colocou um nome bastante conhecido do público brasileiro no centro das atenções. Luciana Gimenez aparece em documentos oficiais liberados por autoridades dos Estados Unidos, que detalham movimentações financeiras associadas ao financista acusado de crimes sexuais.

Os registros fazem parte de um amplo conjunto de arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça americano. Entre eles estão extratos bancários que indicam transferências atribuídas a Epstein e direcionadas à apresentadora brasileira ao longo de diferentes anos. As datas chamam atenção por incluírem um período próximo à prisão definitiva do empresário.

Segundo os documentos, as transferências ocorreram em momentos distintos e a última delas teria sido registrada meses antes da detenção de Epstein. A revelação reacendeu questionamentos e especulações nas redes sociais, especialmente pela dimensão do escândalo e pelos nomes que continuam surgindo associados ao caso.

Outro trecho dos arquivos menciona contatos e tentativas de comunicação envolvendo pessoas do círculo de Epstein. Entre os nomes citados está Mick Jagger, pai de um dos filhos de Luciana Gimenez. Os registros falam sobre ligações feitas por secretária e mensagens relacionadas à disponibilidade de contato, sem esclarecer o conteúdo ou a motivação dessas conversas.

Os documentos não indicam que Luciana Gimenez mantivesse empresas ligadas a agenciamento artístico ou de modelos que justificassem formalmente os valores citados nos extratos. Ainda assim, o material divulgado não apresenta conclusões nem afirma a finalidade das transferências, limitando-se a expor dados financeiros e registros de comunicação.

Jeffrey Epstein já havia sido condenado anos antes por crimes sexuais e voltou a ser preso mais de uma década depois, quando o caso ganhou repercussão mundial. Desde então, cada nova liberação de documentos amplia o interesse público e reforça a dimensão do escândalo, especialmente quando envolve figuras conhecidas.

Todo o material citado está disponível para consulta pública no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Até o momento, Luciana Gimenez não se pronunciou oficialmente sobre a menção de seu nome nos arquivos, enquanto o assunto continua gerando debate dentro e fora do Brasil.

Outro lado

Em nota publicada no Instagram, Luciana Gimenez afirmou que nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. A apresentadora repudiou de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a práticas ilícitas e disse que não compactua com atividades criminosas.

Ela explicou que seu nome aparece em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos porque o governo solicitou, ao Deutsche Bank Trust Company Americas, registros bancários de determinados períodos, sem seleção individualizada. Segundo a nota, as movimentações citadas seriam apenas transferências internas entre sua conta de investimentos e sua conta pessoal, e o banco está reunindo dados para comprovar o contexto. Luciana declarou que segue à disposição das autoridades e pediu cautela na divulgação das informações.

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