Atriz respondeu à repercussão sobre ter participado de uma campanha remunerada contra a PEC 65/2023, que trata da autonomia financeira e administrativa do Banco Central. Contratação de R$ 300 mil foi revelada por documentos obtidos pela imprensa.
Ana Beatriz Publicado em 26/06/2026, às 21h01
A atriz Luana Piovani voltou ao centro de uma polêmica nas redes sociais ao responder às críticas recebidas após a divulgação de que participou de uma campanha contra a PEC 65/2023, proposta que altera a natureza jurídica do Banco Central e amplia sua autonomia financeira e administrativa.
Em publicação feita nas redes sociais, Piovani ironizou a repercussão do caso ao afirmar: "Não gostou? Deita na BR". A declaração foi feita depois de veículos de imprensa noticiarem que a atriz recebeu R$ 300 mil para gravar um vídeo encomendado pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, o Sinal, contrário à aprovação da proposta.
A contratação ganhou repercussão após a divulgação de uma ata de reunião do conselho regional do sindicato no Distrito Federal, documento que registra a aprovação do pagamento. Segundo o sindicato, a escolha de Luana Piovani levou em consideração sua atuação frequente em debates de interesse público e sua capacidade de ampliar o alcance da campanha nas redes sociais.
Em resposta às críticas, a atriz afirmou que o conteúdo foi devidamente identificado como publicidade, defendendo a transparência em publicações patrocinadas. Ela também declarou que só aceita divulgar causas e produtos com os quais concorda e reiterou seu posicionamento contrário à PEC.
"Eu só vendo o que eu consumo e eu só falo o que eu concordo. Eu não acho inteligente privatizarem o nosso Banco Central", afirmou antes de encerrar o vídeo com a frase que viralizou nas redes sociais.
A PEC 65/2023 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ainda aguarda votação no plenário. O texto propõe transformar o Banco Central em uma entidade pública de natureza especial, concedendo maior autonomia para administrar seu orçamento e sua estrutura administrativa. Entre as mudanças, a proposta também incorpora o Pix ao texto constitucional, garantindo sua gratuidade para pessoas físicas.
O Sinal afirma que a contratação ocorreu de forma legal e transparente e sustenta que a campanha buscava tornar um tema considerado complexo mais acessível ao público. Já a proposta segue dividindo opiniões entre integrantes do governo, parlamentares e servidores do próprio Banco Central.