Marcela Lermy afirma que nunca acionou a Justiça contra o jogador e diz que sua imagem foi usada indevidamente em publicações sobre o caso
Erika Osti Publicado em 08/03/2026, às 17h07
A chef de cozinha Marcela Lermy veio a público neste domingo (8) para negar qualquer ligação com o processo trabalhista movido contra o jogador Neymar Jr. Nos últimos dias, o caso ganhou repercussão após uma cozinheira acusar o atleta de impor jornadas de trabalho que chegariam a 16 horas por dia em sua mansão em Mangaratiba, no Rio de Janeiro. O nome da autora da ação não foi divulgado oficialmente, mas publicações nas redes sociais passaram a associar o caso à imagem de Marcela, o que levou a profissional a divulgar um comunicado para esclarecer a situação.
Em nota publicada em suas redes, Marcela afirmou que trabalhou para Neymar entre 2013 e 2018 e garantiu que jamais entrou com qualquer processo contra o atleta ou contra pessoas ligadas a ele. Segundo a cozinheira, a relação profissional durante o período foi marcada por respeito e ética.
Ela também afirmou que um perfil na internet utilizou sua fotografia de forma indevida ao noticiar o processo, criando a falsa impressão de que ela seria a autora da ação trabalhista. Diante da repercussão, Marcela disse que já iniciou medidas legais para retirar o conteúdo e responsabilizar os envolvidos pela divulgação da informação considerada falsa. A chef ainda pediu que internautas evitem compartilhar notícias sem verificar a veracidade das informações.
O processo que envolve Neymar, no entanto, é real e foi movido por outra cozinheira que trabalhou na residência do jogador na Costa Verde do Rio de Janeiro. De acordo com a ação, a funcionária atuou entre julho do ano passado e fevereiro deste ano na mansão conhecida como Casa Hotel Portobello e também em um condomínio vizinho.
Segundo a trabalhadora, o contrato previa jornada das 7h às 17h de segunda a quinta-feira e das 7h às 16h às sextas-feiras. Na prática, porém, ela afirma que frequentemente trabalhava muito além do horário, chegando a cumprir expedientes que se estendiam até 23h ou meia-noite.
A cozinheira relata ainda que preparava refeições para até 150 pessoas quando o jogador recebia familiares e amigos na propriedade. Na ação judicial, ela também afirma ter desenvolvido problemas na coluna e inflamação no quadril em razão do esforço físico durante o trabalho, como o transporte de alimentos e utensílios pesados.
O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região e inclui Neymar e a empresa terceirizada responsável pela contratação da profissional. A trabalhadora pede cerca de R$ 262 mil por verbas trabalhistas, indenização por danos morais, reembolso de despesas médicas e pagamento de pensão.
Leia a nota divulgada pela ex-cozinheira de Neymar: