Chefão do SBT faleceu em 17 de agosto de 2024, em decorrência de uma broncopneumonia
William Oliveira Publicado em 29/05/2025, às 13h17
As filhas do apresentador e empresário Silvio Santos, que faleceu em agosto de 2024, encontraram uma carta escrita por ele, na qual compartilha os princípios que considerava fundamentais para alcançar o êxito. Daniela Beyruti, atual presidente do SBT, apresentou o documento aos funcionários da emissora durante uma reunião realizada na última terça-feira (27).
Intitulada "Os Segredos do Êxito", a carta revela a visão de Silvio sobre o sucesso, começando pela obediência. Segundo ele, "ninguém pode aprender a mandar sem antes aprender a obedecer". Embora acreditasse na sorte, enfatizava que cada pessoa é responsável por moldar o próprio destino.
Princípios fundamentais
Silvio destacou: “Nunca coloco em postos-chave homens que não sabem obedecer, ninguém pode aprender a mandar sem antes aprender a obedecer.” Ele também ressaltou sua fé inabalável em Deus, embora sem esperar que Ele cumprisse tarefas que considerava suas próprias responsabilidades.
Em relação ao trabalho e às finanças, revelou uma filosofia de vida simples, porém firme: “Desde muito jovem, pratico dois preceitos: trabalhar muito e gastar pouco.”
Ele alertou ainda sobre os perigos da vaidade após conquistas — grandes ou pequenas — afirmando que “a vida é uma luta que só deve terminar com a morte”.
Importância das críticas
O comunicador disse ter aprendido mais com seus adversários do que com os amigos: “Fecho os meus olhos às adulações e os abro muito bem às críticas”. Ele reconheceu que sua desconfiança em relação aos outros e confiança em si mesmo podiam ser vistas tanto como um defeito quanto como uma virtude.
Silvio encerrou a carta destacando o valor da humildade e do autoconhecimento: “O homem que não é capaz de rir de si mesmo não será capaz de fazer alguma coisa boa na vida.” A mensagem final deixa claro que, para ele, o êxito não se constrói apenas com talento ou sorte, mas com disciplina, fé e capacidade de rir de si mesmo.
📜 Confira a carta na íntegra:
“Eu acredito na sorte, mas também acredito que cada homem trabalha o seu próprio destino, bom ou mau. Nunca coloco em postos-chave homens que não sabem obedecer, ninguém pode aprender a mandar sem antes aprender a obedecer. Sempre tenho tido uma fé inquebrantável em Deus, mas nunca espero que Ele faça o meu trabalho.
Desde muito jovem, pratico dois preceitos: trabalhar muito e gastar pouco. Se uma pessoa se envaidece com o primeiro êxito, grande ou pequeno, está perdido. A vida é uma luta que só deve terminar com a morte. Fecho os meus olhos às adulações e os abro muito bem às críticas. A verdade é que eu tenho aprendido muito mais com o que dizem os meus inimigos do que o que dizem os meus amigos.
Não sei se isto é um defeito, ou uma qualidade, mas confio pouco nos outros e muito em mim mesmo. Se uma coisa vale a pena ser feita, significa que ela merece ser bem feita. Eu sei que só Deus é perfeito, mas, mesmo assim, procuro fazer tudo com perfeição. É uma obsessão que eu não consigo curar.
O homem que não é capaz de rir de si mesmo não será capaz de fazer alguma coisa boa na vida”.