Declaração da presidente da estatal revelou plano bilionário que promete movimentar empregos e a indústria naval
Manoela Cardozo Publicado em 27/06/2026, às 09h00
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a companhia retomou um amplo programa de renovação da frota de embarcações de apoio marítimo e transporte de derivados. O anúncio foi feito durante um evento em Santa Catarina, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e marca o fim de um longo período sem novas encomendas no setor.
Segundo Magda, a estatal prevê entregar 98 embarcações nos próximos cinco anos, reforçando a estratégia de fortalecer a indústria naval brasileira e ampliar a produção nacional.
Durante o discurso, a executiva relembrou uma promessa feita ao presidente Lula no início de 2025. Na ocasião, ela afirmou que trabalharia para que, até o fim de 2026, a Petrobras tivesse dezenas de embarcações contratadas ou em processo de contratação.
“Prometi nessa época, janeiro de 2025, ao presidente Lula, que em dezembro de 2026 nós teríamos 48 barcos contratados ou com edital na praça. Promessa é dívida, presidente, eles estão contratados”, declarou.
Magda afirmou que a meta foi superada e destacou que o plano também inclui novas barcaças e empurradores, ampliando os investimentos destinados ao setor.
De acordo com a presidente da estatal, apenas em Santa Catarina o novo ciclo de encomendas deve gerar cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos, além de movimentar investimentos superiores a R$ 12 bilhões.
Ela também anunciou a entrega de uma nova embarcação de apoio marítimo, contratada por aproximadamente R$ 450 milhões, cuja cerimônia de batismo deverá acontecer nas próximas semanas, no Rio de Janeiro.
Outro ponto destacado foi a necessidade de ampliar a formação de profissionais para atuar na área marítima. Magda defendeu o aumento da participação feminina no setor e sugeriu uma parceria com a Marinha para fortalecer a qualificação de novas tripulações brasileiras.
Segundo a executiva, os contratos também priorizam fornecedores nacionais, com percentual de conteúdo local acima do mínimo exigido, e fazem parte de um planejamento que prevê novas entregas até 2031, evitando que a indústria volte a enfrentar um longo período sem encomendas.