O PIB do Brasil alcançou R$ 11,7 trilhões, destacando-se o crescimento em setores como serviços e indústria de transformação
Marina Milani Publicado em 07/03/2025, às 15h54
De acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira registrou um crescimento de 3,4% em 2024, a maior taxa de expansão desde 2021. Com esse resultado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país alcançou R$ 11,7 trilhões, consolidando um ciclo de quatro anos consecutivos de crescimento econômico.
O desempenho do PIB brasileiro nos anos anteriores apresentou oscilações. Em 2020, a economia enfrentou uma retração de 3,3%, seguida por um aumento expressivo de 4,8% em 2021. No ano seguinte, 2022, o crescimento foi de 3%, e em 2023 houve uma alta de 3,2%. O resultado de 2024, portanto, reforça a continuidade dessa trajetória ascendente.
Os setores que mais impulsionaram o crescimento do PIB em 2024 foram as outras atividades de serviços, que cresceram 5,3%, e a indústria de transformação, com um incremento de 3,8%. O comércio também se destacou positivamente, apresentando uma alta de 3,8%. No segmento da construção civil, houve um avanço considerável de 4,3%. Em contrapartida, o setor agropecuário enfrentou desafios e registrou uma queda de 3,2%, após um impressionante crescimento de 16,3% no ano anterior, em função de condições climáticas desfavoráveis.
O consumo das famílias cresceu significativamente em 2024, com uma elevação de 4,8%, impulsionado por programas de transferência de renda, a recuperação do mercado laboral e a redução nas taxas de juros. A taxa de desemprego atingiu um patamar histórico baixo de 6,6%. Além disso, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou um desempenho robusto com um aumento de 7,3%, enquanto os gastos governamentais cresceram modestamente em 1,9%. No comércio exterior, as importações subiram 14,7% e as exportações aumentaram em 2,9%.
No último trimestre de 2024, o crescimento econômico foi mais modesto, com uma alta de apenas 0,2%, apesar dos investimentos terem aumentado. Entretanto, o consumo das famílias sofreu uma leve queda devido ao impacto da inflação e ao aumento nas taxas de juros. O PIB per capita também avançou para R$ 55.247,45, representando um crescimento real de 3% em relação ao ano anterior.