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Política

Witzel canta vitória no Tribunal Misto

Redação

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Witzel canta vitória no Tribunal Misto

Acreditando conseguir seis votos a seu favor, o governador afastado tem dito que seu impeachment não o afastará definitivamente do governo.

Por Jair Viana

 

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), em julgamento pelo Tribunal Misto, composto por juízes e deputados, não parece preocupado com o resultado do julgamento. Witzel tem revelado aos mais próximos que já teria votos suficientes para se safar do impeachment.

SEGURO – Nos últimos dias o governador tem falado a interlocutores que não acredita que o Tribunal o condene, pois dos dez votos existentes, pelo menos a metade seria a seu favor. Como são cinco juízes (desembargadores do Tribunal de Justiça fluminense) e cinco deputados estaduais, Witzel precisa de seis votos para evitar seu afastamento definitivo pelo impeachment.

ACUSAÇÃO – Wilson Witzel é acusado de envolvimento no direcionamento de licitações e cobrança de propina de fornecedoras do estado. As possíveis irregularidades vieram à tona em maio, com a Operação Placebo, que cumpriu mandado de busca e apreensão no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo. Em junho, o processo de impeachment foi instaurado na Assembleia Legislativa do Rio.

Entenda por que Wilson Witzel foi afastado do governo do Rio de Janeiro

Com o afastamento de Witzel e investigações contra o vice-governador e o presidente da Alerj, governo do Rio pode ficar com o presidente do TJRJ.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi afastado do cargo nesta sexta-feira (28) após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é suspeito de envolvimento em irregularidades nas compras para a pandemia de Covid-19 e deve ficar fora do cargo, a princípio, por 180 dias. A decisão também proíbe o governador de acessar as dependências do governo fluminense e se comunicar com funcionários. A investigação aponta que uma organização criminosa foi instalada no governo estadual a partir da eleição de Witzel, que assumiu o cargo em 2019. O grupo se divide em três braços, para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos liderados por empresários. Eles teriam loteado as principais secretarias para beneficiar essas empresas.

Investigações

Wilson Witzel é alvo das operações Favorito e Placebo, ambas da Polícia Federal. Elas investigam desvios na contratação de hospitais de campanha, respiradores e medicamentos feitas pelo governo fluminense para o combate à pandemia de Covid-19. As investigações da PF foram colaboradas por delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Rio, preso em 10 de julho. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), aceita pelo STJ, a gestão estabeleceu um esquema de pagamento de propinas para que as empresas fossem contratadas em regime emergencial durante a crise sanitária.

O ministro Benedito Gonçalves apontou na decisão uma “sofisticada organização criminosa, composta por pelo menos três grupos de poder, encabeçada pelo governador Wilson Witzel”. Além disso, os procuradores do MPF indicam que Witzel tem participação ativa no esquema, junto com a esposa, a primeira-dama Helena Witzel. Por causa das descobertas do Ministério Público, o STJ decidiu pelo afastamento do governador para que as denúncias sejam apuradas, mas negou o pedido de prisão preventiva.

Quem assumiu?

O Diário tentou contato com o governador Wilson Witzel mas até o fechamento desta reportagem não havia conseguido retorno.
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