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Weverton, goleiro por acaso

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Weverton, goleiro por acaso

Peça-chave na busca do Palmeiras pela Libertadores, ele queria ser atacante e teve no grande rival uma decisão que mudou sua carreira – e o leva (de novo) ao Maracanã

Exausto, Weverton se agachou no gramado do Allianz Parque depois de trabalhar bastante na derrota por 2 a 0 para o River Plate, numa noite que só não foi desastrosa porque ele salvou o Palmeiras da eliminação e ajudou a colocar a equipe na final da Copa Libertadores.

Contra o Santos, sábado, às 17h (de Brasília), Weverton pisará no gramado do Maracanã como o goleiro mais valorizado do Brasil – consolidado aos 33 anos, campeão olímpico no mesmo estádio da final, convocado regularmente por Tite para a Seleção e voz ativa num elenco recheado de estrelas.

Nada disso, porém, aconteceria se Weverton tivesse seguido seu sonho de infância em Rio Branco, capital do Acre: ser atacante, inspirado em Ronaldo Fenômeno.

– Quando o conheci e o trouxe para o Juventus, ele me disse que também jogava de atacante. Tratei de tirar isso logo da cabeça dele. Ele veio com um biótipo talhado para ser goleiro, não tinha como querer se enfiar de atacante – conta Illimani Suares, técnico de Weverton no Juventus-AC e a quem o goleiro considera um pai.

Se não sofrer gols, Weverton vai atingir mais um degrau vitorioso na carreira que começou em sua terra natal, mudou de rumo após uma viagem de 3.600 quilômetros de ônibus a São Paulo e, ironicamente, teve no rival Corinthians um de seus momentos mais decisivos.

Weverton, exausto, após classificação do Palmeiras contra o River Plate - Staff Images/Conmebol

Weverton, exausto, após classificação do Palmeiras contra o River Plate – Staff Images/Conmebol

 

A PRIMEIRA VIAGEM

 

Acostumado a brincar nas ruas de terra do bairro Bahia Velha, em Rio Branco, o menino Weverton Pereira da Silva gostava de fazer gols. Após jogar em campos de terra, chegava em casa sujo, às vezes machucado, mas convicto de que seria um artilheiro.

Antes de completar 13 anos, Weverton era atacante do Recriança, time de um projeto social de Rio Branco. Até o time se ver sem goleiro.

– Eu fui goleiro, na verdade, por acaso. A gente estava jogando um torneio de escolinha e eu era atacante. O goleiro faltou, perguntaram se eu poderia ir para o gol neste jogo, e eu fui. Tinha gente de clubes melhores lá na minha cidade e (falaram) “poxa, vamos fazer um teste lá no meu time, você foi bem aqui no gol”. Eu falei “mas não sou goleiro”. Falaram “não, vamos lá que acho que vai dar certo”. Eu peguei e fui. Aí começou – disse Weverton, em entrevista ao ge em 2014, quando defendia o Athletico.

Quando Illimani Suares o viu, já debaixo das traves, não teve dúvidas sobre a vocação do garoto e o levou para a base do Juventus, onde passou por todas as categorias até subir para o profissional, ainda com 17 anos. A essa altura, as inspirações já eram outras: Marcos e Dida, goleiros campeões mundiais com a seleção brasileira.

Weverton no Juventus, do Acre: do ataque para o gol - Manoel Façanha/Arquivo Pessoal

Weverton no Juventus, do Acre: do ataque para o gol – Manoel Façanha/Arquivo Pessoal

No fim de dezembro de 2004, Weverton saiu do Acre pela primeira vez. Subiu em um ônibus para encarar os mais de 3.600 quilômetros até São Paulo, onde disputaria a Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Juventus e enfrentaria o Corinthians logo de cara.

Poucos dias depois, fechou o gol e viu o clube paulista arrancar uma vitória por 1 a 0 apenas no fim. Mais alguns dias, e o promissor goleiro já estava instalado no alojamento da base do Corinthians, no Parque São Jorge.

– A atuação dele foi maravilhosa, tanto que logo após o jogo, o Corinthians se interessou por ele e procurou por nós. Marcaram uma data para ele fazer um teste. Fui com ele, os 15 dias por minha conta, ia com ele todos os dias para o CT do Corinthians, acompanhei até a última hora. Ele ficou entre os três que passaram. A partir daí, passou a morar na república que tinha outros garotos do Corinthians. O início foi pesado – lembra Illimani.

Elenco do Juventus-AC: Illimani Suares é o quarto em pé, de óculos, e Weverton é o último - da esquerda para a direita - Reprodução/Rede Amazônica

Elenco do Juventus-AC: Illimani Suares é o quarto em pé, de óculos, e Weverton é o último – da esquerda para a direita – Reprodução/Rede Amazônica

O tutor voltou para o Acre. Weverton, depois de se acostumar à ausência da família, virou titular da base corintiana na Copinha de 2006 – ao lado de nomes como o meia-atacante Willian, hoje no Arsenal, com quem ainda mantém amizade e jogou junto na seleção brasileira.

No torneio, porém, viveu uma decepção: o hoje pegador de pênaltis foi sacado antes de uma decisão do tipo contra o Fortaleza, na segunda fase, após empate no tempo normal. Célio entrou no lugar dele, e o Timão acabou eliminado.

– Em uma conversa que tive com o treinador de goleiros, decidimos que, se a partida fosse para as penalidades, eu faria essa troca. A responsabilidade é toda minha – afirmou, à época, o técnico Jorge Saran.

Weverton engoliu a seco, não reclamou e continuou no clube por quase três anos.

A GRANDE DECISÃO

 

Era dezembro de 2008, e o Corinthians havia acabado de garantir o retorno à Série A do Brasileirão depois de um ano de reconstrução. Para 2009, a promessa de um grande time – com Ronaldo Fenômeno à frente de outras estrelas. Weverton era apenas o quarto goleiro, sem muita perspectiva de subir degraus. Queria jogar. E pediu para ser emprestado.

– E eu disse a ele na época: “Vai. Vai jogar, é um desperdício você hoje como está, ficar aqui como terceiro ou quarto goleiro do Corinthians” – lembra Mauri Lima, preparador de goleiros do Timão entre 2008 e 2018.

O quarto goleiro estava atrás de Felipe, Júlio César e do também recém-promovido Rafael Santos. Sem nenhum jogo pelo time do Parque São Jorge, Weverton só foi acionado em eventos do marketing do clube – como o lançamento de um carro de corrida da já extinta Superleague Fórmula.

Weverton foi goleiro do Corinthians entre 2006 e 2008: e não teve uma chance sequer no time principal - Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Weverton foi goleiro do Corinthians entre 2006 e 2008: e não teve uma chance sequer no time principal – Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

– O Weverton naquela época estava subindo da base, iam dispensá-lo. Pedi que o deixassem e trabalhamos quase três anos juntos. É um profissional dedicado, que buscou a superação, pois precisava evoluir em algumas coisas e assim o fez. Foi deixado em uma condição de, quando saiu do Corinthians, ser titular em qualquer equipe – ressalta Mauri.

Último da fila e com potencial para explodir, viu em um empréstimo a chance de, enfim, poder jogar. O clube não se opôs e o cedeu ao Oeste, hoje de Barueri, mas na época ainda em Itápolis, interior de São Paulo.

Ainda que as primeiras rotas fora do Corinthians fossem cheias de obstáculos, a decisão se mostraria correta em poucos anos – além do Oeste, defendeu Remo (este em 2007), América-RN e Botafogo-SP, onde foi Campeão do Interior no Paulistão de 2010, chamou a atenção de outros clubes e viu as portas se abrirem para a elite do futebol nacional.

Weverton foi campeão do interior no Botafogo-SP, em 2010: ele é o primeiro jogador em pé - Rafael Martinez/Botafogo FC

Weverton foi campeão do interior no Botafogo-SP, em 2010: ele é o primeiro jogador em pé – Rafael Martinez/Botafogo FC

BARCELUSA

 

Em maio de 2010, Weverton tinha 22 anos e assinou contrato com a Portuguesa, onde ganhou destaque ao participar de um time que conquistou acessos no Paulistão e no Brasileiro e passeou na Série B de 2011 sob comando do técnico Jorginho, hoje no Figueirense.

Neste momento, já era conhecido por ser um goleiro de fundamentos muito bem treinados, reflexo apurado e tecnicamente impecável. Como Mauri havia antecipado, e como Illimani já sabia desde cedo em Rio Branco.

– Ele foi adquirindo todas as técnicas com o treinamento, que era feito comigo mesmo, de fundamentos, tudo. Muito sério e dedicado desde cedo. Sempre falava para ele que o goleiro é o primeiro que chega e último que sai do treino. Ele sempre foi esse cara – orgulha-se o primeiro técnico.

Weverton não era capitão, mas exercia liderança sobre o elenco rubro-verde e virou pilar de um elenco que ficou conhecido como Barcelusa, alusão, claro, ao Barcelona. Um imbróglio na renovação de contrato, porém, causou o afastamento dele em março de 2012. E a saída dois meses depois, em maio. Estava convicto de que era hora de pegar estrada novamente.

 

Weverton na Portuguesa, em 2011, em jogo contra o Palmeiras: Barcelusa foi decisiva na ascensão do goleiro - Getty Images

Weverton na Portuguesa, em 2011, em jogo contra o Palmeiras: Barcelusa foi decisiva na ascensão do goleiro – Getty Images

Nesse período, assinou pré-contrato com o Athletico-PR. No desespero, com a Lusa às portas de ser rebaixada novamente para a Série A-2 do Paulistão, Jorginho reintegrou o goleiro mesmo a poucos dias do fim do contrato. A Portuguesa caiu mesmo assim.

– Eu tive um papo com ele no vestiário, perguntei como estava a negociação. Disse que já tinha acertado com o Athletico, que estava indo embora. Tive que tomar uma decisão: será que ele ia jogar à vera? Coloquei o Rodrigo Calaça (reserva) para jogar. Infelizmente ele errou em um jogo, empatamos, e o Weverton voltou. Fiz questão que ele renovasse desde o fim de 2011, mas quando tentaram resolver, era tarde demais – afirmou Jorginho.

– Acho que eu não fui valorizado pelo clube da forma que eu merecia. Quando o Athletico me procurou, aí sim eles queriam me valorizar, mas já não tinha mais volta – ressaltou Weverton, na época de sua saída.

 

FURACÃO DE OURO

 

No Athletico, o roteiro foi parecido – mas com maior tempo e intensidade: chegou com o time na Série B, ajudou no acesso à elite ainda em 2012, virou capitão, melhor goleiro do Brasileirão de 2015 – pelo Troféu Armando Nogueira – e campeão paranaense em 2016, seu único título pelo clube rubro-negro em cinco anos e meio.

Mas é um período de menos de dois meses, entre agosto e setembro de 2016, que resume bem o furacão vivido por Weverton, digno do apelido do time que defendia.

Cotado desde o fim de 2015, ele viu sua primeira convocação para a Seleção ocorrer por outro acaso – tão improvável quanto um atacante se tornar goleiro. Fernando Prass, então titular do Palmeiras, sofreu fratura no cotovelo durante um treino na Granja Comary e acabou cortado. Jean, hoje no Atlético-GO, Jordi, ex-Vasco, e Alisson, titular da seleção brasileira, eram os suplentes na pré-lista montada pelo técnico Rogério Micale.

O treinador, porém, optou por Weverton, um “outsider” que jamais havia passado por qualquer seleção de base, mas impressionava no Athletico. Ele soube do chamado assim que desceu do avião em Curitiba, voltando de um jogo do Campeonato Brasileiro.

– Avisei para o grupo da família: “Prepara o banquete” – comemorou em sua primeira entrevista após a convocação.

Banquetes não faltaram naquele agosto de 2016. Weverton foi gigante em um time que tinha nomes como Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus, pegou pênalti na final contra a Alemanha e fez parte do time que conquistou o primeiro ouro olímpico do futebol brasileiro. Eternizado na medalha e em uma tatuagem na panturrilha.

Weverton beija a medalha de ouro conquistada na Olimpíada do Rio, em 2016 - Reuters

Weverton beija a medalha de ouro conquistada na Olimpíada do Rio, em 2016 – Reuters

Houve, depois, a viagem de volta a Curitiba.

E aí, já em setembro, o furacão Weverton viveu seu momento mais crítico no Athletico: perdeu um pênalti em disputa contra o Grêmio, pelas oitavas de final Copa do Brasil, e, mesmo tendo fechado o gol no tempo normal e defendido três cobranças na marca da cal, viu o time ser eliminado e ainda saiu como vilão.

– Mandaram um aviso lá (do banco de reservas) para eu bater pênalti. A minha função é pegar pênalti e fiz bem feito. Erramos cinco e parece que o culpado da derrota fui eu. Falaram que eu não era humilde, que faltou humildade. Eu não estou entendendo nada até agora – disse Weverton, no calor da eliminação.

A relação, praticamente de ídolo do clube, começou a ter ruídos. Em 2017, em má fase, passou a ter sua condição de titular questionada – o reserva e fiel escudeiro Santos, formado no Athletico, pedia passagem. A essa altura, ligações vindas de São Paulo já buscavam maiores informações sobre o goleiro, que tinha contrato até maio de 2018.

 

Weverton só conquistou um título no Athletico-PR: o Paranaense de 2016 - Giuliano Gomes/Agência PR PRESS

Weverton só conquistou um título no Athletico-PR: o Paranaense de 2016 – Giuliano Gomes/Agência PR PRESS

DONA JOSEFA

 

Em Curitiba, porém, Weverton havia encontrado um lugar de acolhimento. A ponto de levar, além da esposa Jaqueline e da filha Valentina, também a mãe, Dona Josefa Pereira. Na capital paranaense, abriu também duas franquias de uma escolinha de goleiros e passou a diversificar seus investimentos – pensando no futuro e na tranquilidade da família.

Criado por Josefa e pelo avô, Olavo, o goleiro sempre foi evangélico, frequentou a igreja e teve educação acompanhada de perto. Descrito como um profissional dedicado, focado e sério por todos os ouvidos pela reportagem, Weverton aprendeu a ser responsável desde cedo graças a essa formação familiar.

Essa responsabilidade não ficou de lado nem no momento mais difícil de sua vida, em março de 2020, quando Dona Josefa perdeu a batalha para um câncer. A morte da mãe ocorreu um dia depois de o Palmeiras ter enfrentado o Tigre, na Argentina, na estreia desta atual Libertadores.

– Dona Josefa era o esteio dele, por ela ele fazia tudo, uma pessoa que tinha o maior carinho, maior amor. Era aquela pessoa que não exigia nada, mas ele fazia tudo por ela. Na última vez aqui em Rio Branco, ficou a maior parte do tempo conosco. Infelizmente, pouco depois, saiu daqui, internou-se em Curitiba e não saiu mais. Deus a chamou – contou Illimani Suares.

 

Dona Josefa: o esteio do goleiro Weverton - Reprodução

Dona Josefa: o esteio do goleiro Weverton – Reprodução

A diretoria alviverde deu o espaço e tempo necessários para Weverton cuidar da família. Mas dois dias depois da morte, Weverton, mesmo dolorido por dentro, entrou em campo para fazer o que sua mãe mais gostava de ver: o filho fazer grandes defesas. O Palmeiras empatou por 1 a 1 com a Ferroviária, em 7 de março, com o goleiro titular.

A ausência de Dona Josefa uniu ainda mais o núcleo que vive próximo dele. Se já era muito ligado ao Acre e sempre voltava ao seu estado nas férias, agora a rotina inclui ligações frequentes a amigos e parentes – distantes por causa da pandemia do novo coronavírus.

A homenagem ao estado aparece com frequência na carreira de Weverton: na comemoração do ouro olímpico, nas vitórias pelo Athletico, nos títulos brasileiro e paulista pelo Palmeiras e na recepção calorosa que fez ao Galvez, time acreano, que disputou a Copinha de 2019 enfrentando o próprio Verdão e ganhando abrigo e um tour no Allianz Parque capitaneado pelo conterrâneo, que se emocionou com os garotos.

– Ele é muito preocupado com tudo e todos, tem uma consideração fora de série comigo. E ele veste a camisa do Acre. A camisa não, a bandeira! Está sempre disponível para ajudar, sempre foi bom filho, agora bom pai, bom marido. Sempre foi da mesma maneira, não é porque chegou onde chegou que mudou sua maneira de ser – diz Illimani, a quem Weverton chama carinhosamente de “Profe”.

 

Weverton e o elenco do Galvez, do Acre, em visita ao estádio do Palmeiras - César Greco/Ag. Palmeiras

Weverton e o elenco do Galvez, do Acre, em visita ao estádio do Palmeiras – César Greco/Ag. Palmeiras

A CONSAGRAÇÃO

 

O Palmeiras via em Weverton, já em 2017, um goleiro para ser presente e futuro do clube – Fernando Prass e Jaílson, titular e reserva até então, agradavam à diretoria, mas estavam em fim de contrato (e também em reta final de carreira).

Por isso, o clube optou por pagar R$ 2 milhões ao Athletico e tê-lo já no início de 2018, sem esperar o fim do contrato em maio para assinar de graça. A atitude, à época, rendeu até críticas de torcedores nas redes sociais. E o início foi longe do planejado.

Se o Verdão via em Weverton o futuro, Weverton via no clube o presente: queria ir para a Copa do Mundo, na Rússia, e estava bem cotado por já ter sido chamado pelo técnico Tite. Sob comando do técnico Roger Machado, porém, não engrenou. Foi terceira opção, atrás de Prass e Jaílson, e quase não jogou até o Mundial.

 

Weverton, Jaílson e Fernando Prass disputaram posição no Palmeiras - mas sem perder a amizade - César Greco/Ag. Palmeiras

Weverton, Jaílson e Fernando Prass disputaram posição no Palmeiras – mas sem perder a amizade – César Greco/Ag. Palmeiras

Na lista final, Tite chamou Cássio, do rival Corinthians, para fazer companhia a Alisson e Éderson no gol da Seleção.

– A gente tem que saber respeitar. Eu queria jogar porque quando cheguei ao Palmeiras, eu tinha sido convocado pelo Tite sete vezes. Se eu chego jogando, era ano de Copa, e com o Palmeiras bem, seria uma oportunidade. Tinha chance. De repente, seu plano é frustrado, e, além disso, virei terceira opção – lamentou Weverton, em entrevista ao “Bem, Amigos!”, do SporTV, em 2020.

Só no Brasileirão de 2018 é que o goleiro ganhou a posição, já sob comando de Luiz Felipe Scolari. Não saiu mais, foi campeão nacional como titular e decolou desde então, sendo convocado regularmente por Tite e com a Copa de 2022 viva no horizonte.

Dono da camisa 21, foi decisivo no título paulista de 2020, quando pegou pênalti, e na campanha da Libertadores, principalmente contra o River, quando trocou de posição com o ídolo de infância: agora é Marcos, o “Santo”, quem torce por ele e oferece até a 12 que ajudou a eternizar no passado, na conquista da primeira Libertadores do Palmeiras.

– Você pode consagrar a 21. Falei para você: a 12 foi do “Serjão” (Sergio), do Cavalieri. Mas vai ser uma escolha sua. Se a gente for campeão, sua 21 ficará eternizada. Mas aí, se você pegar a 12 para jogar, vai dar sequência na história dela. Vou entregar ela na sua mão. Eu fiz promessa, está prometida – disse Marcos a Weverton, após a classificação à final.

A 21 tentará sua consagração máxima em campo neste sábado, no Maracanã. Protegida pela bênção do Santo e pelo olhar de Dona Josefa.

*Colaboraram Fernando Freire, de Curitiba, e Marcelo Braga, de São Paulo

Weverton com a taça de campeão paulista de 2020: ele quer mais conquistas - César Greco/Ag. Palmeiras

Weverton com a taça de campeão paulista de 2020: ele quer mais conquistas – César Greco/Ag. Palmeiras

 

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Fonte: GE – Globo Esporte.

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