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Weintraub usa foto de judeus na 2ª Guerra ao criticar apreensões contra aliados

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Weintraub usa foto de judeus na 2ª Guerra ao criticar apreensões contra aliados

Além da apreensão de celulares e equipamentos de bolsonaristas realizadas na quarta, ministro criticou isolamento social em postagem

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou o twitter na manhã desta quinta-feira (28) para publicar uma foto de judeus da Polônia sendo levados por tropas nazistas na Segunda Guerra Mundial. Ao publicar a imagem, ele fez um link com decretos de isolamento social e buscas e apreensões realizadas na quarta-feira (27) nas casas de políticos, ativistas e empresários bolsonaristas para inquérito das Fake News.

“Primeiro, nos trancaram em casa. Depois, brasileiros honestos buscando trabalho foram algemados. Ontem, 29 famílias tiveram seus lares violados! Sob a mira de armas, pais viram suas crianças e mulheres assustadas terem computadores e celulares apreendidos! Qual o próximo passo?”, afirmou o representante da pasta da Educação.

A imagem publicada por Weintraub se chama “Retirados à força dos Covis”, foi tirada durante a Segunda Guerra, entre o mês de abril e maio de 1943, e mostra pelo menos 14 judeus de braços levantados sendo levados por soldados nazistas de um gueto de “resistência” de Varsóvia, na Polônia.

Fontes históricas afirmam que todos os judeus rendidos naquela imagem foram levados ao campo de concentração de Majdanek, na Polônia. No local, transformado em campo de extermínio de judeus poucos meses antes da foto ser tirada, muitos dos prisioneiros eram obrigados a realizar trabalhos escravos.

Nenhuma contagem oficial do número de pessoas executadas na câmara de gás do local foi feita, mas estima-se que pelo menos 70 mil pessoas tenham sido mortas no local.

Na mira do STF

O ministro Abraham Weintraub foi chamado para depor à corte do Supremo Trubinal Federal no “inquérito das fake news”, o mesmo que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de 29 nomes ligados ao bolsonarismo na quarta-feira (28). O Ministro da Justiça, André Mendonça, entrou com pedido de habeas corpus para impedir obrigatoriedade do depoimento, visando “preservar a independência, harmonia e respeito entre os poderes”.

 

 

 

 

 

 

iG

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