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VOZES DA ESPLANADA

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VOZES DA ESPLANADA
A coluna semanal VOZES DA ESPLANADA traz informações dos bastidores dos Poderes da República diretamente das nossas fontes na capital federal. A coluna é veiculada nas versões impressa e digital aos domingos, e pílulas dos bastidores em nos nossos canais digitais durante a semana.

BRASÍLIA FERVE
A sexta-feira, 24 de abril, foi um dia que começou como todos os dias, mas ainda não se encerrou. A saída de Sérgio Moro do Governo Bolsonaro vai fazer com que esse dia se prolongue por meses.

TAMANHO DE MORO
Bolsonaro ao convidar Moro para sua equipe deveria saber o tamanho do personagem. Se não soube, subestimou. Se soube, esqueceu. E isso pode sair muito caro. Políticos experientes sempre dizem que nunca se deve nomear alguém que não possa demitir.

POLÍTICA NA PF
Independentemente de quem venha assumir a Polícia Federal, a vida da família Bolsonaro não será fácil. Delegados independentes tratarão com lupa as investigações em curso. Se houver algo, certamente Bolsonaro não será o primeiro a saber como gostaria.

BASE DE APOIO
Com o desembarque dos lavajatistas da base de apoio, Bolsonaro vai procurar abrigo no Centrão. Os partidos PSD, PP, PL, Republicanos e parte do MDB serão alocados em cargos importantes da Esplanada dos Ministérios. Resta saber se farão como no governo Dilma, sugarão tudo até a água chegar na cintura e pularão do barco ou ficarão até o fim…quando essa sexta-feira acabar, saberemos.

A FOME DO CENTRÃO
Contando que são a única salvação do Governo Bolsonaro, integrantes do Centrão já lançaram em direção ao Planalto, o cardápio de cargos que pretendem ocupar. Órgãos que movimentam bilhões estão na mira, além é claro da Presidência da Câmara dos Deputados.

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA
Embora as eleições só ocorram no início de fevereiro de 2021, foi dada a largada para a eleição do Presidente da Câmara, a terceira cadeira na linha de sucessão da República. Arthur Lira (PP/AL), alvo da Lava-Jato, é o novo frequentador assíduo do gabinete presidencial. Deve ser a aposta do noivado Bolsonaro/Centrão para substituir Rodrigo Maia.

DESCONFORTO
No pronunciamento de Bolsonaro na sexta-feira, os ministros foram convocados para apoiar o presidente. Mas alguns demonstraram bastante desconforto por estarem naquela situação. As saídas de Paulo Guedes e Tereza Cristina são consideradas certas na agenda política de Brasília.

POR QUE O SILÊNCIO?
Dois personagens que não gostam de ficar longe da visibilidade, permaneceram em silêncio no maior crise do Governo Bolsonaro. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, os presidentes da Câmara e Senado, respectivamente, não se manifestaram e isso incomodou uma grande parte de seus apoiadores.

F.H.C. NO TWITTER 1
Chegou em Brasília como um míssil as duras palavras do ex-presidente sobre as horas de silêncio de Bolsonaro após a coletiva de Moro. Disse que o presidente estava “cavando a sua fossa”.

F.H.C. NO TWITTER 2
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso finalizou sua mensagem pedindo a renúncia de Bolsonaro: “Que renuncie antes de ser renunciado. Poupe-nos de, além do coronavírus, termos um longo processo de impeachment. Que assuma logo o vice para voltarmos ao foco: a saúde e o emprego. Menos instabilidade e mais ação pelo Brasil”, escreveu o ex-presidente.

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