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Uma estratégia memorável de Jânio Quadros no dia da bandeira 

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Uma estratégia memorável de Jânio Quadros no dia da bandeira 

Uma estratégia memorável de Jânio Quadros no dia da bandeira 

Por Reinaldo Polito

Ontem, dia 19, comemoramos o dia da bandeira. No dia 19 de novembro de 1889, quatro dias após a proclamação da república, foi instituída a nossa bandeira. Embora não seja feriado, essa é uma comemoração importante, pois se trata de um dos símbolos nacionais.  

Essa data tem muito a ver com Jânio Quadros e a história do Brasil. Esse campo-grandense, ainda que possuísse personalidade polêmica, foi um político muito perspicaz e habilidoso. Basta dizer que desempenhou as funções de vereador em São Paulo de 1948 a 1950, de deputado estadual de 1951 a 1953 e de prefeito da mesma cidade em 1953. Era ambicioso. Queria ser governador e, quem sabe, chegar à presidência da República.  

Para realizar os seus sonhos, entretanto, precisava superar obstáculos que pareciam intransponíveis, como a resistência dos militares, que não simpatizavam muito com ele. Sem a aprovação deles, naquela época, não teria como concretizar seus projetos políticos. E não adiantava tentar agradá-los diretamente. Ao contrário, qualquer tentativa de aproximação poderia ser interpretada como atitude eleitoreira, o que talvez aumentasse ainda mais as objeções contra ele. 

Jânio, entretanto, não era de se entregar. Sabia que a única maneira de sensibilizá-los era estabelecer forte identidade com eles. Foi o que fez de maneira magistral. 

No dia 18 de novembro, véspera do dia da bandeira, instalou um palanque nas imediações do Theatro Municipal de São Paulo, e convidou para participar do evento os chefes das Forças Armadas. Mesmo com todas as reservas, eles não poderiam deixar de atender ao convite do prefeito da maior cidade do país.  

Usando de toda competência oratória, que foi um de seus mais importantes atributos, Jânio proferiu um discurso muito eloquente. Ele fez uma “Alocução à Bandeira”. De acordo com alguns daqueles que participaram da homenagem, os militares se emocionaram com as palavras de Jânio. E no dia seguinte, dia 19 de novembro, a ordem do dia em todos os quartéis do Brasil foi a leitura da “Alocução à Bandeira” de Jânio Quadros.  

Era do que Jânio precisava para continuar trilhando sua trajetória vitoriosa. Conseguiu se eleger governador em 1955, e se tornou presidente em 1960, para a gestão que teve início no ano seguinte. Não permaneceu muito tempo no cargo, pois renunciou sete meses após a sua posse. Mesmo assim, sua passagem pela presidência influenciou decisivamente a história do país. Vale a pena mencionar que Jânio não encerrou sua carreira política com a renúncia, pois em 1985 conseguiria se eleger mais uma vez prefeito de São Paulo, derrotando o todo poderoso Fernando Henrique Cardoso. 

O seu memorável discurso é uma verdadeira obra prima da oratória brasileira. Vejamos alguns dos trechos mais relevantes: 

“Estamos aqui presentes, Governo, Forças Armadas e uma vasta assembleia de povo, para saudar-te, pendão da Pátria! 

Evocamos na tua contemplação, a nossa história, sequência soberba de sacrifícios e de sonhos, de decepções e de fé rediviva, de lances heroicos e de trabalho profícuo. 

A imensa Nação que a língua, a cruz, o amor fraternal, e a vigilância e o gênio dos estadistas, conservaram inteira, para o nosso próprio exemplo, para o nosso próprio bem, e para o mundo melhor que desejamos… 

…Aqui nos reunimos para te dizer que acreditamos em ti, e na tua destinação de símbolo da nacionalidade. 

Aqui, e na festa das tuas cores, renovamos à tua presença, os solenes compromissos comuns. 

De absoluta limpidez na honra. De absoluta exação no dever. De absoluta imparcialidade no Juízo. De absoluto rigor no julgado. De absoluta submissão à Lei.  

Aqui nos congregamos para manifestar-te obediência completa e horror a tudo que te atraiçoe, a tudo que te conspurque, a tudo que te comprometa. 

À mentira e à injúria. Ao furto e à violência. Ao compromisso e ao negócio. Ao embuste e à opressão. 

Recebe, Bandeira, o nosso juramento: se não pudermos ter-te por manto, desejamos-te por sudário! Sê bendito, Pavilhão Brasileiro!” 

Uma linda homenagem à bandeira. Um excelente exemplo de oratória. Uma referência de estratégia política. Um momento marcante da nossa história. Siga no Instagram @polito 

Reinaldo Polito é Mestre em Ciências da Comunicação e professor de oratória nos cursos de pós-graduação em Marketing Político, Gestão Corporativa e Gestão de Comunicação e Marketing na ECA-USP. Escreveu 34 livros com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em 39 países. Siga no Instagram @polito pelo facebook.com/reinaldopolito pergunte no contatos@polito.com.br 
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