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Educação

SP não tem definição de volta às aulas, diz Covas

Redação SP

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em

SP não tem definição de volta às aulas, diz Covas

O prefeito de São Paulo diz ser ‘muito cedo’ para avaliar resultado da antecipação de feriados e afirma não ter definição sobre volta às aulas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse nesta terça-feira (30), que a prefeitura ainda não definiu como será o retorno das aulas na cidade.

As atividades presenciais foram suspensas em todas as redes de ensino pela gestão municipal do dia 17 de março até o dia 1° de abril. Nas escolas municipais, foi antecipado o recesso de julho durante o período. A previsão era a de retomar no dia 5 de abril.

Entretanto, a prefeitura não definiu se irá liberar o funcionamento das escolas privadas e como será feito o retorno na rede municipal.

“Ainda não há nenhuma decisão da Prefeitura sobe o retorno às aulas”, disse ele.

Covas fez uma coletiva de imprensa virtual para anunciar balaço das ações feitas na área da assistência social.

O prefeito afirmou que a cidade registrou aumento de casos após retorno do ensino presencial e que a vigilância sanitária ainda avalia como poderá ser feito o retorno e a partir de quando.

“É justamente a área da Vigilância Sanitária que vai determinar se já é possível retornar e de que forma é possível retornar. O que nós tivemos aqui na cidade de São Paulo no período de retorno às aulas foi o aumento da quantidade de focos de Covid”, completou.

Por conta da explosão de casos e recorde de mortes, o governo estadual prorrogou a fase emergencial até o dia 11 de abril.

A medida, entretanto, não impede que as escolas operem. A gestão estadual recomenda prioridade para o ensino remoto, mas considera a educação como serviço essencial e autoriza que as escolas funcionem com 35% da capacidade.

O prefeito também avaliou ser precipitado pensar em novas medidas restritivas na cidade, mesmo após o baixo efeito da antecipação do feriado no isolamento social registrado na capital e a alta na média móvel de mortes.

“É muito cedo ainda para poder colher os resultados desse grande feriado decretado pela Prefeitura”, afirmou.

Segundo Covas, a prefeitura utiliza outras métricas para balizar as ações da gestão e, segundo tais métricas, a antecipação dos cinco feriados tem apresentado resultados positivos.

“Temos aqui dados de catracas de ônibus, notas fiscais emitidas, trânsito. A gente utiliza outros critérios e isso vem mostrando aumento das pessoas que permanecem dentro de casa, o que mostra o acerto da decretação dos feriados. Assim que formos tendo números mais precisos em relação à evolução da epidemia a gente faz aqui novos anúncios em relação a medidas de restrição de circulação”, afirmou.

Mortes na cidade

A média diária de novas mortes na cidade de São Paulo mais do que dobrou em relação a duas semanas, quando teve início a fase emergencial no estado.

Nesta segunda-feira (29), a média móvel de óbitos foi de 167. No dia 15 de março, o valor era de 74, o que representa um aumento de 125%. No mesmo período, o estado como um todo teve aumento de 67% na média móvel de mortes.

Recorde no estado

O estado de São Paulo bateu um novo recorde nesta terça-feira (30) e registrou 1.209 mortes por Covid em um dia. O maior registro em 24h havia sido na última sexta-feira (27), com 1.193 vidas perdidas para o coronavírus.

Com isso, o estado chega a 73.492 mortes por coronavírus. Nesta terça, também foram registrados 21.360 novas infecções por Covid, totalizando 2.446.680 casos confirmados.

A média móvel de mortes diárias subiu para 696, um aumento de 65% em relação a 14 dias atrás. Esta é a quarta vez que o estado passou de mil mortes registradas em um dia.

Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computadas no sistema neste período.

Por G1

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