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Rodrigo Constantino: O drama de Simone Biles

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Rodrigo Constantino: O drama de Simone Biles

O drama de Simone Biles

Rodrigo Constantino

“Após uma avaliação médica adicional, Simone Biles retirou-se da competição individual geral final. Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar. Sua coragem mostra, mais uma vez, por que ela é um modelo para tantos”, disse trecho da nota da federação americana de ginástica ao comunicar a saída da maior estrela da ginástica nos Jogos Olímpicos.

O drama da atleta é comum no mundo dos esportes de alto rendimento. Não é moleza a pressão, o sacrifício necessário para suportar tamanho fardo. Não é para qualquer um. E por isso mesmo valorizamos tanto esses esportes e essas disputas, pois sabemos que ali estão pessoas disciplinadas, que deram tudo de si para superar seus limites e também seus adversários. Se fosse algo simples e fácil, não teria qualquer valor perante o público.

O problema maior que vejo não é a desistência em si de Simone. Cada um tem seu próprio limite e deve ter a liberdade para escolher suas prioridades. O que assusta é o teor da nota, chamando a desistência de coragem, o abandono de bravura. O heroísmo demanda o sacrifício do “eu” muitas vezes, e na era moderna vivemos justamente o crescente foco no “eu”, como se nada mais importasse. Não por acaso muitos falam da geração “flocos de neve”, incapazes de suportar os fardos da vida.

Isso deve ser analisado por uma ótica mais abrangente. Hoje em dia, quem chora mais recebe mais elogios e benesses, todos se sentem ofendidos com tudo, os desejos pessoais imediatos são tratados como imperativos categóricos que outros devem atender. Celebram a mediocridade, demonizam os melhores, enaltecem a vitimização. Alguns brincam que tudo começou a degringolar quando o velho Mertholate deixou de arder. “No pain, no gain”, diz o ditado. Hoje muitos querem ganhos sem dor, sem sofrimento.

Não digo que seja o caso da atleta. Ela já provou ser incrível no que faz. Meu ponto é expor a narrativa que transforma em heroísmo sua desistência para cuidar de seu “bem-estar”, como se isso fosse o grande ato de coragem. Como essa turma receberia o discurso histórico de Churchill, de que os britânicos lutariam nas colinas, nas praias ou em qualquer lugar contra os nazistas, e que jamais desistiriam? Como essa geração enxergaria os jovens que saltaram dos aviões na Normandia no histórico Dia D?

Não sabemos detalhes da vida da atleta que levaram a tal decisão. A ela, desejo toda a solidariedade. Mas me incomoda transformarem a desistência em heroísmo. Bem Shapiro comentou: “Simone Biles não é uma vilã covarde por desistir das Olimpíadas. Ela não é uma heroína corajosa por ter saído das Olimpíadas. Vivemos em uma sociedade tão insanamente polarizada que não podemos simplesmente deixar as pessoas serem pessoas”. É por aí. Ela tem direito aos seus dramas pessoais. Só não vamos vangloriar o atleta que abandonou a competição para cuidar de seu bem-estar. Se for essa a tendência, os Jogos Olímpicos estarão com seus dias contados…

 

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