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Sem Lucas Veríssimo, Jorge Jesus reclama do Santos: “Mandam mais que o presidente”

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Sem Lucas Veríssimo, Jorge Jesus reclama do Santos: "Mandam mais que o presidente"

Jorge Jesus, técnico do Benfica, está na bronca com o Santos pelo insucesso na negociação pelo zagueiro Lucas Veríssimo.

Sem Lucas Veríssimo, Jorge Jesus reclama do Santos: "Mandam mais que o presidente"

Lucas Veríssimo é formado na base do Santos, se tornou uma das referências do atual elenco e tem contrato até 2024

 

O treinador ex-Flamengo reclamou em entrevista coletiva sobre o regime político do Peixe. Em período eleitoral, o presidente precisa do aval do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo para comprar ou vender.

Como o CF vetou, Orlando Rollo não teve como negociar Veríssimo, mesmo com a necessidade financeira e o desejo do atleta.

“Não posso dizer que o dei como perdido. Não estou na negociação e não sei como está. No Brasil é muito complicado contratar um jogador. Há um presidente e depois todos os clubes têm um comitê com 20 ou 30 pessoas que mandam mais do que o presidente. É uma grande confusão. Não sei o que vai acontecer”, disse Jesus.

O Benfica ofereceu € 6,5 milhões (cerca de R$ 41,1 milhões) em cinco vezes, com pagamentos previstos até agosto de 2025, com uma parcela por ano e a primeira antecipada para esse mês de dezembro.

Diante deste cenário, o Peixe faria uma antecipação dos recebíveis por meio de uma instituição financeira belga, o que geraria uma taxa entre 5,2% e 5,5% do valor “mais custas”. Somando os pagamentos de 10% ao jogador e 15% ao empresário pela intermediação, o Alvinegro ficaria com cerca de € 3,8 milhões (cerca de R$ 24,1 milhões).

Como a Gazeta Esportiva antecipou, o Conselho Fiscal reprovou a proposta pelo fato de comprometer gestões futuras. Com o “não” do CF, os demais conselheiros nem votaram outra vez.

De acordo com Rollo, o fato pode gerar a saída de jogadores de graça por falta de pagamento, inclusive a do insatisfeito Veríssimo.

“Presidente do Benfica veio ao Brasil, melhorou proposta antecipando uma parcela à vista. Lucas Veríssimo já acertou salário com o Benfica. Com a rejeição do Conselho Fiscal, não cabe nem a votação, mas eu gostaria de deixar claro os desdobramentos no caso da não negociação. A proposta do Al-Nassr é um pouco melhor, mas atleta não quer ir para o Al-Nassr. Atleta cedeu 5% dos seus direitos numa renovação recente, hoje ele tem 15%. Era forma de colaborar com a gente. Atleta está desgastado desde 2018. Presidente afastado desde 2018 negociava ele em toda a janela. Ontem solicitei uma reunião do Lucas Veríssimo com a Mesa do Conselho e Conselho Fiscal para ele explicar a situação. O vazamento da notícia (do “não” do Conselho Fiscal) causou grande desgaste. Nossa classificação diante desse desgaste com Veríssimo, Cuca e atletas solidários foi heroica. Gerou crise estratosférica. Não havendo essa negociação, quero que conste em ata que eu e Comitê de Gestão temos que nos eximir de responsabilidade”, disse o presidente Orlando Rollo, durante a última reunião do Conselho Deliberativo.

“Sem esses recebíveis, não há previsão de pagamento de salário aos atletas em dezembro. Atletas provavelmente saiam em janeiro de graça. Proposta não é a melhor, mas trouxemos opção de salvação do clube para o Conselho. Ou seja, CG está isento de responsabilidade. Em janeiro, o atleta (Lucas Veríssimo) poderá sair de graça em função do acúmulo de recebíveis atrasados. Respeito o Conselho Fiscal, mas era uma negociação viável. Santos correrá vários riscos e eu ficarei com chapéu na mão pedindo de novo para o (Andrés) Rueda. Talvez pedir ao presidente Marcelo Teixeira o patrocínio máster do uniforme do Santos com sua universidade. São as opções que temos, não temos como conseguir empréstimo bancário”, completou.

Al-Nassr

O Conselho foi favorável à proposta do Al-Nassr para Lucas Veríssimo. O zagueiro santista, porém, não tem interesse em ir para o mundo árabe e gostaria de atuar no Benfica.

Os sauditas fariam o pagamento em duas parcelas, uma logo após a assinatura do contrato e outra até dia 31 de janeiro de 2021. O clube arcaria com os mesmos 10% ao jogador e 15% ao empresário pela intermediação, mas não haveria antecipação dos pagamentos. Assim, o Santos calculou que ficaria com US$ 5 milhões (cerca de R$ 26,1 milhões), superando a oferta dos portugueses por R$ 2 milhões e contribuindo com o fluxo de caixa imediatamente.

Essa “burocracia” do Conselho Deliberativo termina em 1 de janeiro, quando o novo presidente assumirá oficialmente. A eleição ocorrerá no próximo sábado.

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Gazeta Esportiva

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