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Guilherme Sartori: Eleições e o “poder da máquina pública” em Santos

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Guilherme Sartori: O Brasil precisa de quem trabalhe e não atrapalhe

Eleições e o “poder da máquina pública” em Santos

O atual prefeito Rogério Santos (PSDB) foi eleito, em primeiro turno, em Santos, com 101.268 votos. O percentual equivale a 50,58% do total de votos válidos. Ex-assessor parlamentar do ex-prefeito Paulo Alexandre Barbosa na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), a partir de 2009, atuou como chefe de gabinete de Barbosa, já na prefeitura, de 2013 a 2017, ano em que assumiu a secretaria de Governo e onde ficou até o afastamento obrigatório para concorrer na eleição municipal majoritária em 2020.

Seu principal adversário foi o desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Ivan Sartori, que obteve 18,6 % da preferência dos eleitores. Avaliado nos bastidores políticos como político de pouco ou nenhum carisma, Rogério Santos teve candidatura apoiada por um arco de alianças jamais visto nas eleições anteriores, reunindo as siglas Republicanos / PP / DEM / PSDB / PSL / PODE / PL e PSB, inclusive, colocando dentro da mesma coligação adversários políticos improváveis, como o governador João Doria e o ex-governador Márcio França, por articulação direta do prefeito Paulo Alexandre Barbosa. Todo esse poder de fogo, de forma inequívoca, é fruto de intensa negociação política e disponibilidade de cargos para negociações e composições que caracterizam a dinâmica eleitoral em nosso país.

Certamente, a hegemonia política dos tucanos no próprio estado, que já dura 24 anos, e o comando da prefeitura de Santos há 16 anos, com os antecessores João Paulo Tavares Papa (2005-2012) e Paulo Alexandre (2013 a 2020), torna muito difícil uma voz de oposição buscar espaço de renovação na gestão local. Sustentado por uma estrutura eleitoral sem precedentes na história dos pleitos municipais, incluindo o suporte da “máquina pública” e apoio unânime de todos os deputados estaduais e federais da região, Rogério Santos confirmou sua vitória, no primeiro turno, por cerca de meio ponto percentual, causando um misto de surpresa e alívio em seu staff, já que, praticamente, a outra metade dos santistas manifestou o desejo de mudança.

O adversário com maior potencial, sem a menor sombra de dúvida, o jurista Ivan Sartori (PSD), realizou uma campanha com investimento modesto, sem nenhum tipo de conchavo e sem qualquer tipo de moeda de troca. Tinha a seu favor o fato de ser um “outsider” no meio político e sua ilibada conduta ao longo da vida, seja no campo profissional ou pessoal, além de sua experiência como gestor do Tribunal de Justiça, que possui orçamento considerável. Contava também coma simpatia do presidente Jair Bolsonaro e de faixas do eleitorado que já o conheciam, entre outros fatores, como a receptividade do público nos eventos dos quais participava e apoio manifestado nas mídias sociais.

A tarefa de Sartori era hercúlea. Além do caixa milionário da campanha tucana, as alianças partidárias conferiram ao candidato da situação 4 minutos e 20 segundos ao tucano e apenas 46 segundos para o PSD de Sartori, nos programa de rádio e TV, impossibilitando a desejável “paridade de armas” para confrontar ideias e propostas, o que teria ocorrido em um eventual segundo turno. Nos meios políticos locais, até os últimos dias que antecediam a votação em primeiro turno, havia incerteza quanto ao sucesso antecipado de Rogério Santos e um certo temor sobre a possibilidade de prosseguimento do pleito. Ou seja, nos moldes da velha política, o resultado pode ser atribuído às disparidades que a “utilização” da máquina pública acaba proporcionando aos “continuístas”, em detrimento da oportunidade que o eleitor deveria ter para consolidar o seu voto.

Soma-se a tudo isso, a elevada aprovação do prefeito anterior, PAB, na faixa de 80% de ótimo e bom, em algumas pesquisar divulgadas, um índice bem maior de votos de que foi transferido para seu sucessor, ou seja, pouco mais de 50%. A conclusão é de que, apesar da vitória eleitoral aparentemente tranqüila, a sensação que fica é que a margem reduzida de votos válidos, em prol de Rogério Santos, que encerrou a eleição ainda no primeiro turno, poderia sim ter sido revertida, proporcionado novas oportunidades para os munícipes decidirem com maior convicção, já que ambos os candidatos disporiam do mesmo tempo na propaganda gratuita e, teoricamente, nos debates diretos, desde que o situacionista comparecesse aos mesmos.

A transferência de votos de PAB para Rogério, nesse caso específico, é inquestionável, mas causam em muitos a sensação de que o voto decisivo foi mais para a continuidade do governo do que para o candidato vencedor em si. E mais: na condição de coordenador de campanha, todos os dados disponíveis apontavam no aumento da aceitação do desembargador nas semanas subseqüentes.

De qualquer forma, na medida do possível, a candidatura de Ivan Sartori foi importante para ratificar como o sistema eleitoral pode favorecer indiretamente o grupo que está no poder, sonegando oportunidades para um debate mais saudável e propositivo, exceto em raríssimas exceções. Com certeza, foi um grande trabalho de equipe e uma experiência que vale a pena repetir. E com chances maiores de sucesso, por conhecer com profundidade as armas e fraquezas do adversário, muito embora o sistema eleitoral já tenha passado da hora de ser revisto e aprimorado.

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