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Santuário na Austrália vira ‘zona da morte’ para cangurus após incêndios

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Santuário na Austrália vira 'zona da morte' para cangurus após incêndios

Segundo cuidadores, alguns dos animais que estavam no local tiveram que ser sacrificados por apresentarem queimaduras de terceiro grau no corpo

Os incêndios na Austrália seguem produzindo histórias tristes. Desta vez, o caso aconteceu em um campo de golfe na cidade de Mallacoota, que havia sido modificado para ser um santuário para cangurus e acabou se transformando em uma ‘zona da morte’ quando diversos animais tiveram que ser abatido devido ao grau das queimaduras sofridas ao fugir do fogo.

“Eu estou tendo pesadelos com isso. Sou veterinário há 40 anos e ainda não me acostumei a este tipo de coisa. Ter que matar estes animais é horrível, as imagens ainda trazem lágrimas aos meus olhos”, lamentou Chris Barton, de 70 anos, após executar quatro cangurus .

Segundo ele, que usou um rifle calibre .22 para realizar o processo, os animais tinham queimaduras de terceiro grau em diversas partes do corpo, principalmente nas patas e no rosto, que estavam começando a infeccionar mesmo com todo o auxílio que a equipe estava dando. Por este motivo, a eutanásia foi definida como a melhor opção.

O Parque Nacional Pristine, que circunda a cidade de Mallacoota, é lar de diversas espécies de animais e vem sofrendo com os impactos do graves incêndios que tomam conta do país. Muitos espécimes já morreram, mesmo com os esforços dos australianos para tentar salvá-los.

“Os animais sofrem como os humanos. As pessoas nos contam sobre os traumas que estão enfrentando e que essas mortes só pioram a situação, porque todos podem ver que eles estão sofrendo. Então, muitos têm aparecido por aqui para nos ajudar”, diz Elaine Ong, mulher de Barton e sua companheira no comando da Ong ‘ Vets for Compassion ‘, responsável por resgatar os bichos da região.

Segundo ela, a tristeza de ter que abater estes animais é menos dolorosa de que vê-los sofrendo por causa das queimaduras: “nosso objetivo aqui é conseguir evitar que o fogo se espalhe ainda mais, para que possamos, no futuro, repopular a vida selvagem da região e salvar nossa terra”.

 

 

iG

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