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Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino: Estaria Doria desequilibrado?

Redação SP

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Rodrigo Constantino: Estaria Doria desequilibrado?

Estaria Doria desequilibrado?

Rodrigo Constantino

Muitos acompanharam o chilique do governador João Doria durante o Jornal da Manhã da Jovem Pan, quando pediu “direito de resposta” após um comentário meu condenando seu ataque à prefeita de Bauru. Doria usou o espaço não para apresentar qualquer resposta, mas para proferir uma série de ofensas pessoais, com rótulos como “negacionista”, “terraplanista” ou “extremista de direita”, além de me acusar de “ideólogo do Bolsonaro, um homicida”, e afirmar que eu defendi estuprador.

O destempero do governador, que até então vinha demonstrando alguma capacidade de autocontrole, chamou a atenção de todos. Aquela imagem bem cultivada e filtrada por marqueteiros de um gestor eficiente, homem da ciência, ponderado e moderado, foi completamente para o espaço após o surto ao vivo.

O “ataque de pelancas” se deu porque apontei fatos incômodos, mostrei que o estado administrado pelo governador não lhe fornece um “lugar de fala” como ícone do sucesso no combate à pandemia, já que está pior do que a média nacional, e também mostrei que suas restrições impostas a comerciantes não têm absolutamente nada de científicas.

Sobre os ataques à prefeita de Bauru, quem Doria chamou de “vassala do Bolsonaro”, condenei como abjetos, e friso aqui que nenhum movimento feminista ou negro saiu em defesa da prefeita, uma mulher negra, atacada dessa forma por um homem branco e rico, que se diz heterossexual. Isso deixa claro que tais movimentos não querem saber de minorias de fato, e sim de esquerdismo.

Mas voltando ao “piti” do governador, que me interrompia o tempo todo com suas ofensas pessoais, isso apenas demonstra que sua narrativa está cada vez mais frágil. Vale notar que o episódio ocorreu no dia seguinte à derrota de Baleia Rossi, candidato de Rodrigo Maia, na Câmara. Doria pode estar se dando conta, finalmente, de que sua estratégia de olho em 2022 é perdedora, que ninguém está comprando a tese de que ele é um gestor da ciência preocupado apenas com vidas, enquanto Bolsonaro é um genocida obscurantista e insensível.

Doria costuma ser poupado pela mídia, enquanto Bolsonaro é demonizado diariamente. Tudo que fiz foi cobrar do governador aquilo que meus pares cobram do presidente todos os dias. O governador não gostou nada, saiu de si, e chegou a pedir minha demissão no ar, lembrando que o governo de São Paulo é anunciante da emissora. Eis que uma autoridade usa então o peso da máquina pública para perseguir de forma vil um jornalista, enquanto as associações de classe e meus colegas se calam, na imensa maioria dos casos.

Talvez Doria pensasse que todos são como seus jornalistas de estimação, que vivem bajulando o governador, tais como… vassalos. Talvez ele pense que possa intimidar todo mundo, calar seus críticos. Mas, como este veículo aqui comprova, nem todos estão dispostos a se curvar diante do projeto a tiranete, influenciado demais pelo regime chinês aparentemente, do qual parece ser um grande fã. O Brasil não é uma província chinesa, porém, e Doria não é um Napoleão, por mais que acredite no contrário. Ele é apenas um governador, um servidor público, numa campanha escancarada pela presidência, que o fez adotar postura totalmente condenável na pandemia.

O que ficou claro pela repercussão do caso foi o imenso ódio que Doria desperta em quase todos. O governador deve ter percebido isso já, sabe que não pode mais circular pelas ruas do seu próprio estado. É a inevitável conscientização do fracasso de sua estratégia que está colocando os nervos do governador à flor da pele. Ele parece completamente desequilibrado. Não tem mais condições de administrar um estado importante como São Paulo. Fora, Doria!

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