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Reforma administrativa será encaminhada ao Congresso em duas semanas, diz Guedes

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Escrito por Redação

Sobre a reforma administrativa e a tributária, o ministro da Economia disse que confia na classe política para definir qual será aprovada primeiro

O ministro da Economia , Paulo Guedes , afirmou na manhã desta quinta-feira (30) que o governo deverá encaminhar em até duas semanas o projeto de reforma administrativa ao Congresso Nacional . O ministro participa ao lado do presidente da Câmara dos Deputados , Rodrigo Maia , de evento que discute a agenda econômica e as reformas de 2020 promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

“O presidente Jair Bolsonaro vai mandar a reforma administrativa atendendo pedido do presidente Rodrigo Maia”, disse Guedes . “Qual reforma vai passar primeiro? Eu confio na classe política. O presidente Jair Bolsonaro nunca foi contra a reforma administrativa “.

O ministro afirmou, no entanto, que a reforma será encaminhada com “restrições políticas”, uma vez que o governo não pode atingir os direitos do funcionalismo. “A nós, cabe encaminhar, e o Congresso vai dizer o ritmo que isso será feito. A classe política vai tomar o ritmo da economia. Aqui (no Brasil), o ministro da Economia anda com o saco de dinheiro e todo mundo correndo atrás dele. Mas o dinheiro não é dele”, afirmou.

No debate, o ministro também chegou a dizer que nunca viu um país “ir para o saco” de forma tão organizada, em referência à situação que encontrou ao assumir o comando da economia brasileira em janeiro do ano passado. Guedes ironizou que a maioria dos números da economia são de conhecimento popular em Brasília , como o déficit das contas públicas e as despesas com juros .

“Nunca vi uma país ir para o saco de forma tão organizada. Todo mundo sabe todos os números. Eu quero que o déficit do Brasil seja zero, mas não sei em quanto tempo. Quantas estatais vai vender? Não sei. Prefiro ser aproximadamente certo do que ser totalmente errado”, afirmou.

Durante o debate, Guedes afirmou que espera economizar R$ 100 bilhões no pagamento da dívida graças à queda da taxa de juros. Segundo o ministro, o pagamento anual vai cair de R$ 400 bilhões para R$ 300 bilhões, o necessário para pagar dez vezes o Bolsa-Família.

“Como pagar R$ 400 bilhões de juros da dívida por ano e achar que o país está normal? O Brasil ficou prisioneiro dos juros. Hoje os juros são baixos e podemos afrouxar um pouco a moeda”, disse.

 

 

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