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Quem é Amanda Staveley, britânica que dirige o Newcastle em sociedade com os sauditas

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Quem é Amanda Staveley, britânica que dirige o Newcastle em sociedade com os sauditas

Dona de 10% do clube e intermediária da negociação entre a Arábia Saudita e o antigo dono do clube, empresária também participou da compra do Manchester City pelos Emirados Árabes

O torcedor do Newcastle não precisou de mais do que dois dias, após o anúncio de que o clube havia sido comprado pelo governo da Arábia Saudita, para compor uma paródia em homenagem aos novos donos.

A canção original é “Mandy”, de Barry Manilow, de 1974. Mas a musa inspiradora é outra. Na imitação, “The Georgie Singer” se declara para Amanda Staveley, empresária que comprou o Newcastle em sociedade com os sauditas e que dirigirá o clube daqui em diante.

Mehrdad Ghodoussi e Amanda Staveley no estádio do Newcastle — Foto: Serena Taylor/Newcastle United via Getty Images

Mehrdad Ghodoussi e Amanda Staveley no estádio do Newcastle — Foto: Serena Taylor/Newcastle United via Getty Images

  • Amanda, você veio e nos salvou do Ashley
  • Você o mandou embora, Amanda
  • Você chegou para salvar o Toon Army
  • E nós te amamos hoje, Amanda

 

A música faz referência a Mike Ashley, ex-proprietário do Newcastle, que era odiado principalmente pela falta de investimentos nos últimos anos. Ele é o vilão da história. Enquanto o “Toon Army”, nome que designa a própria torcida, é a vítima. Amanda, a heroína festejada pelas massas por salvar o clube. Heroína?

Quem é Amanda?

 

A britânica Amanda Louise Staveley nasceu em 11 de abril de 1973, em uma pequena cidade chamada Ripon, localizada em North Yorkshire. O censo mais recente aponta uma população de quase 17 mil habitantes.

Robert Staveley, o pai, era um proprietário de terras e fundador de um parque temático chamado Lightwater Valley. Lynne, a mãe, era uma modelo ocasional. A família era suficientemente rica na infância e na adolescência de Amanda, que começou uma graduação em línguas modernas na Universidade de Cambridge, mas largou o curso por causa do estresse.

Aos 22 anos, em 1995, ela abriu um restaurante com um empréstimo de 180 mil libras e nenhuma experiência, segundo perfil produzido pelo The Athletic. Foi um sucesso. E também o começo de uma agenda valiosa.

Por estar situado próximo de um jóquei, o estabelecimento passou a receber proprietários de cavalos, gente muito rica, muitos deles oriundos do Oriente Médio. Apesar de o restaurante ter fechado, contatos ficaram.

Em 2005, Amanda fundou a PCP Capital Partners – com escritório em Londres e filial em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes. Trata-se de uma “private equity”, ou seja, uma companhia que administra os investimentos de terceiros em outras empresas.

Os primeiros passos no futebol

 

A compra do Newcastle não foi a primeira operação gigantesca conduzida por Amanda Staveley no futebol. A negociação que passou o Manchester City para as mãos dos Emirados Árabes, mais de uma década antes, em setembro de 2008, também teve a participação da empresária.

Nos anos 2000, o governo dos Emirados Árabes queria comprar um clube de futebol na Inglaterra – eles chegaram a negociar a compra do Leeds United e de parte do Arsenal, ambos sem sucesso.

Ao mesmo tempo, o então dono do City, um ex-primeiro ministro da Tailândia, queria se desfazer do negócio. Amanda fez o meio-campo entre as duas partes e acelerou a operação de compra e venda.

Gary Cook, na época CEO do Manchester City, disse ao The Athletic que o acordo foi fechado com agilidade impressionante. Não houve diligência para avaliar a situação financeira do clube em detalhes – como costuma haver em negócios desse tamanho, envolvendo centenas de milhões de libras –, e todo o acordo foi resumido a uma única página.

Amanda foi útil no processo porque, à frente da PCP Capital Partners, ela havia montado uma rede de relacionamento com grandes empresários do Oriente Médio. Ela estudou as finanças de governos do Golfo Pérsico – um braço do mar que separa países como Emirados Árabes, Catar, Arábia Saudita e Irã – e ganhou acesso às famílias que comandam a região.

Mapa do Golfo Pérsico, no Oriente Médio — Foto: Google Maps

Mapa do Golfo Pérsico, no Oriente Médio — Foto: Google Maps

A atuação da empresária no futebol poderia ter sido ainda mais impactante. Nesse meio tempo, entre o City e o Newcastle, ela intermediou uma negociação pela compra do Liverpool. Não avançou.

Muito além do futebol

 

Como Amanda conseguiu tanto crédito com Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real dos Emirados Árabes que acabaria comprando o Manchester City? A resposta está distante dos gramados.

Amanda introduziu Mansour a um investimento de 3,5 bilhões de libras no banco Barclays, durante a crise financeira de 2008. A aposta deu certo e enriqueceu um pouco mais o sheik. Pelos serviços prestados, a intermediária levou 30 milhões de libras, segundo o jornal The Guardian.

Mansour Bin Zayed al Nayan (à direita) comprou o Manchester City em 2008 — Foto: Martin Rickett/PA Images via Getty Images

Mansour Bin Zayed al Nayan (à direita) comprou o Manchester City em 2008 — Foto: Martin Rickett/PA Images via Getty Images

A parte curiosa é que, embora muito rica, a empresária tem uma firma modesta no Reino Unido. De acordo com esse mesmo texto publicado pelo jornal britânico, a PCP Capital Partners não tinha nenhum funcionário e nenhum ativo; apenas algumas dívidas.

Não quer dizer que ela não tenha dinheiro, apenas que seu patrimônio está aplicado noutro lugar. E, de qualquer maneira, diante dos amigos que fez no Oriente Médio, o patrimônio de Amanda é secundário.

A chegada ao Newcastle

 

Fazia tempo que, representando o governo da Arábia Saudita, Amanda tentava comprar o Newcastle. Antes de a terceira oferta ser finalmente aceita, duas tentativas fracassaram.

A estrutura do clube em inglês passa a ser assim:

  • 80% são do FIP (Fundo de Investimento Público) da Arábia Saudita
  • 10% são da PCP Capital Partners, empresa de Amanda Staveley
  • 10% são dos irmãos Reuben, herderios de família bilionária

 

A participação de Amanda no negócio tem várias facetas. Por um lado, ela é uma negociadora experiente e notável administradora. Por outro, a participação dela melhora um pouco a imagem do Newcastle em relação à reputação de seu principal dono, a Arábia Saudita.

O país tem uma das ditaduras mais radicais do planeta, um lugar onde mulheres têm seus direitos suprimidos, jornalistas são perseguidos e torturados, entre outras violações a direitos humanos básicos.

– Eu entendo e aprecio todas as mensagens sobre direitos humanos, e nós as tratamos com muita seriedade. Mas eu não iria trazer sócios para o consórcio se eles não tivessem um currículo direito. O FIP é autônomo e independente do governo da Arábia Saudita. O FIP é dono do Newcastle, não o Estado saudita – disse Amanda Staveley, segundo o Guardian.

 

Até agora, a estratégia tem funcionado. Apesar de veículos da imprensa discutirem com alguma frequência “sportwashing” (quando pessoa, empresa ou país usa o esporte para “lavar” sua reputação), a participação da empresária tem sido festejada por muitos.

A primeira partida após a compra, contra o Tottenham, terminou em 3 a 2 para os adversários. Apesar disso, Amanda Staveley virou atração à parte na arquibancada, ao lado do marido Mehrdad Ghodoussi, um financeiro iraniano. E até música a empresária já ganhou.

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Globo Esporte

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