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Pseudo Trump brasileiro caminha contra a OMS

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Escrito por Redação

Presidentes dos EUA e do Brasil indicam pressa para flexibilizar quarentena antes mesmo do pico da pandemia em seus países, com objetivo de salvar economia, em detrimento da saúde da população.

Com a pandemia do novo coronavírus em curva ascendente nos EUA, onde há pelo menos 46 mil casos comprovados e 600 mortos, o presidente Donald Trump estabeleceu a Páscoa como prazo para os americanos voltarem à normalidade. O presidente Jair Bolsonaro também tem pressa para reabrir a economia. Em pronunciamento, pregou o fim do confinamento em massa e o funcionamento de escolas e comércio.

Ambos caminham na direção oposta do resto do mundo, trancado em quarentena, estratégia fundamental para retardar a propagação do vírus e evitar o colapso do sistema hospitalar. A maioria dos líderes europeus cogita estender a duração dos bloqueios, a despeito de suas consequências para a economia.

Trump e Bolsonaro, contudo, desprezam os repetidos alertas de autoridades de saúde e da comunidade científica sobre a necessidade de distanciamento social como medida de proteção. Apelam para a flexibilização destas restrições quando EUA e Brasil sequer enfrentaram o pico da doença.

Em ano eleitoral, a tese do presidente americano é de que uma economia danificada pode gerar mais mortes do que as causadas pelo Covid-19. “Nosso país não foi construído para ser fechado”, resumiu. Bolsonaro se afasta da realidade, seguindo a linha de que somente os idosos estão ameaçados pelo vírus

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