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Presidente do Republicanos diz que aliança entre Russomano e PSL não acontecerá

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Escrito por Redação

Marcos Pereira afirma que candidatura de Joice Hasselman já está registrada e que poderia perder na Justiça

Marcos Pereira, presidente do Republicanos, disse que a eventual aliança entre o pré-candidato da sigla Celso Russomano com o PSL não será mais possível. Pereira afirmou que conversou com o vice-presidente do PSL , Antônio Rueda, e que como a campanha de  Joice Hasselman já está registrada a direção nacional não teria condições de fazer intervenção em São Paulo, sob pena de perder na Justiça Eleitoral

“Não vai mais ser possível. Houve uma articulação, mas a campanha já está registrada e já tem CNPJ”, afirma Marcos Pereira, descartando a possibilidade de aliança.

O movimento de Celso Russomano para tirar Joice do páreo teve como papel destaque a figura de Rueda. Próximo aos filhos do presidente, Rueda se tornou um dos principais articuladores na reaproximação do Planalto com o PSL após o rompimento entre o presidente Jair Bolsonaro e Luciano Bivar , que é o presidente nacional do PSL. Desde sábado, Russomano

“Ele (Rueda) acha muito difícil fazer a intervenção. Disse que tentaram fazer intervenções em outras cidades, mas que perderam na Justiça”, afirma Pereira.

A convenção de Russomano será realizada na tarde desta terça-feira e provavelmente a chapa de ser puro sangue após uma série de movimentos frustrados do candidato para tentar composições com outros partidos. Ainda assim, o partido ainda avalia que pode conseguir algum apoio nesta quarta-feira. Uma das possibilidades poderia ser o PRTB.

“Até o final do dia ainda é possível”, afirma Marcos Pereira, que desde 2012 comanda o partido ligado à Igreja universal.

Segundo aliados, o candidato queria aumentar seu tempo no horário eleitoral gratuito na televisão. O candidato atribui derrotas anteriores à falta de recursos e tempo na TV. Ele foi derrotado em 2012 e 2016, quando, em ambas as ocasiões, largou em primeiro lugar nas pesquisas e desidratou ao longo das disputas, ficando de fora do segundo turno.

Em São Paulo, até terça-feira havia forte expectativa sobre uma possível reviravolta na eleição com uma eventual saída de cena de Joice. O plano passaria pela substituição da candidata por um militar na vice de Russomano.

A estratégia de emplacar um vice do partido ao qual já pertenceu Bolsonaro traria benefícios ao presidente em três frentes: tiraria o Republicanos da base de apoio do governador João Doria na Assembleia Legislativa de São Paulo – desgastando o tucano até a eleição presidencial de 2022 -, emplacaria uma candidatura competitiva na eleição da maior cidade do país, e, por fim, fortaleceria Marcos Pereira na disputa para substituir Rodrigo Maia na presidência da Câmara.

Russomanno se encontrou com Bolsonaro diversas vezes nas últimas duas semanas. Houve, no entanto, forte resistência na ala paulista do partido.

A abrupta retirada de Joice do pleito em São Paulo, ponderam dirigentes do PSL, demonstraria insegurança dentro do próprio partido e subserviência ao Planalto, o que vai contra a estratégia do partido, que pretende disputar a presidência da Câmara dos Deputados, com Luciano Bivar (PE), presidente nacional da legenda.

Em agosto, após Bolsonaro cogitar o retorno para o PSL, Bivar disse ao GLOBO que uma eventual volta ao partido teria que passar não só pelo crivo da executiva nacional, mas pelo da bancada de deputados em Brasília.

Apesar da pressão fora e dentro do próprio partido para que a candidatura de Joice, desafeta do presidente Jair Bolsonaro , fosse retirada, a avaliação da executiva nacional do PSL é de que seria “desmoralizante” para Joice, e para o próprio partido, voltar atrás após o nome da deputada ser oficializado em convenção partidária.

Hoje, dos políticos com mandato com expressão nacional, apenas o deputado federal Junior Bozzella e o senador Major Olimpio – desafetos da ala bolsonarista – estão mergulhados na campanha de Joice. A maioria do partido, inclusive membros da executiva nacional do PSL , é a favor da reaproximação com Bolsonaro e de uma relação pacífica com o Planalto.

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Agência O Globo

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