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Educação

Prefeitura de SP vai contratar 5 mil mães de alunos para ajudar a cumprir protocolos contra Covid nas escolas municipais

Redação

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Prefeitura de SP vai contratar 5 mil mães de alunos para ajudar a cumprir protocolos contra Covid nas escolas municipais

A Prefeitura de São Paulo vai contratar cinco mil mães de alunos da rede pública municipal para trabalhar nas escolas como agentes de protocolos de saúde contra o coronavírus.

Elas serão responsáveis por aferir a temperatura dos estudantes na entrada, higienização dos equipamentos de uso coletivos, além de fiscalizar o cumprimento das medidas de distanciamento e uso correto da máscara e do álcool gel.

A proposta ainda está sendo elaborada pela gestão municipal, mas será voltada para mulheres desempregadas. Elas vão receber um salário em torno de R$ 1 mil mensais durante a vigência do contrato, que deverá ser de seis meses.

Segundo a Secretária Municipal de Educação, mais detalhes do projeto serão divulgados nos próximos dias.

A medida tenta melhorar a estrutura das escolas principalmente na questão de segurança contra Covid-19. A rede municipal retomou as atividades presenciais nesta segunda (15).

O retorno foi marcado por muitas críticas da comunidade escolar. Pais relatam o desespero das famílias, a falta de suporte às diretorias das unidades e o descaso da prefeitura na condução do processo.

 Movimentação de estudantes na retomada das aulas presenciais na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) São Paulo, na Vila Clementino, zona sul da capital paulista, na manhã desta segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021, em meio à pandemia de coronavírus (covid-19). — Foto: BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Movimentação de estudantes na retomada das aulas presenciais na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) São Paulo, na Vila Clementino, zona sul da capital paulista, na manhã desta segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021, em meio à pandemia de coronavírus (covid-19). — Foto: BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Em toda a capital, ao menos 530 das 4 mil escolas da rede não reabriram nesta segunda porque não têm funcionários de limpeza – uma empresa terceirizada contratada pela prefeitura abandonou o contrato às vésperas da retomada das aulas.

Outras 50 ainda passam por obras e não puderam reabrir. Questionado sobre o atraso, após 11 meses de pandemia, o secretário municipal da Educação, Fernando Padula, culpou as chuvas e o excesso de burocracia que, segundo ele, atrapalham a administração pública.

Para manter parcialmente o ensino a distância, a prefeitura prometeu entregar 465 mil tablets com chips de internet para os alunos até dezembro do ano passado.

Entretanto, seis meses após a promessa ter sido feita, a Secretaria Municipal de Educação esticou o prazo e agora promete entregar os aparelhos até maio.

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