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Política

Prefeitura de SP nega verba para colocar em circulação mais 220 ônibus, enquanto moradores enfrentam superlotação na periferia

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A Junta Orçamentária da Prefeitura de São Paulo, órgão da Secretaria Municipal da Fazenda, negou recursos para que a SPTrans coloque mais 220 ônibus em circulação na cidade em 2022, após pedido da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) na última reunião de janeiro.

Em ofício chamado “avaliação sobre ocupação das linhas e ampliação da frota”, a secretaria pediu verba, mas a Junta Orçamentária municipal afirmou que “a redução da receita do sistema em decorrência da redução da demanda e o aumento da compensação tarifária em 2022 não permitem a ampliação do sistema” (veja documento abaixo).

Ata da Junta Orçamentária da cidade de São Paulo reprovando a verba para aumento da frota de ônibus na cidade. — Foto: Reprodução

Ata da Junta Orçamentária da cidade de São Paulo reprovando a verba para aumento da frota de ônibus na cidade. — Foto: Reprodução

Levantamento feito pelo g1 mostra que a frota operacional de ônibus contratados na cidade teve redução de 1.129 veículos desde o início da pandemia, passando de 12.814 veículos em fevereiro de 2020 para 11.685 veículos em fevereiro de 2022.

O corte coincide com a queda da demanda, que teve redução de cerca de 26% entre fevereiro de 2020, antes da pandemia, e janeiro de 2022. Neste período, a quantidade de passageiros transportados passou de 193,8 milhões para 137,1 milhões.

A redução da frota tem gerado demora e superlotação de ônibus na cidade especialmente na periferia desde o ano passado. Em 2021, a central 156 da prefeitura registrou 54.411 chamados referentes aos serviços da SPTrans na cidade. Pelo menos 48,3 mil eram de reclamações sobre o sistema de transportes da cidade (leia mais abaixo).

Gráfico mostra a evolução do número de ônibus em operação na cidade de São Paulo.  — Foto: Arte/g1

Gráfico mostra a evolução do número de ônibus em operação na cidade de São Paulo. — Foto: Arte/g1

Especialistas em transportes ouvidos pelo g1 apontam que, apesar do possível aumento no subsídio causado pela ampliação da frota, a gestão Ricardo Nunes (MDB) não pode ignorar a necessidade da cidade em aumentar a oferta de ônibus.

“Se a SPTrans e a Secretaria de Transportes pediram recursos, é porque foi avaliado que a cidade está precisando realmente de mais ônibus. Não dá para simplesmente negar os recursos, e a vida seguir adiante, dizendo que vai subir o subsídio. A pandemia não acabou e o risco de contaminação é altíssimo para o trabalhador nesses ônibus lotados”, afirmou o coordenador de mobilidade do Instituto Brasileiro do Direito do Consumidor (Idec), Rafael Calábria.

“Cidades como São José dos Campos e Rio de Janeiro estão buscando outras formas de receita para financiar o transporte, como compra de frota, publicidade em ônibus e uso da taxação dos aplicativos para financiar o sistema. Mas em São Paulo a gente não tem avançado nesse debate, mesmo a lei prevendo essas fontes extras fora do Tesouro Municipal”, completou.

 

Passageiros transportados no sistema de ônibus da capital paulista nos últimos meses. — Foto: Arte/g1

Passageiros transportados no sistema de ônibus da capital paulista nos últimos meses. — Foto: Arte/g1

O que diz a SPTrans

 

Por meio de nota, a SPTrans confirmou que o aumento da oferta de ônibus resultaria em aumento dos subsídios aplicados no sistema municipal pela Prefeitura de SP em 2022, mas que “mantém em operação 97,73% da frota destinada aos bairros mais afastados do Centro, e em 91,19% em toda a cidade para uma demanda de 74,24% de passageiros, em comparação com o período anterior à pandemia”.

A redução da frota constatada pela reportagem, segundo a SPTrans, se dá também em virtude da adequação das linhas após a inauguração de novos trechos e estações dos sistemas sobre trilhos.

“A expansão das linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata, que se tratam de sistemas de grande capacidade e com impacto direto no comportamento da demanda dos demais serviços do entorno após sua implantação”, afirmou a empresa.

Apesar das justificativas, o consultor de Transportes Sergio Ejzenberg afirma que a Prefeitura de São Paulo não pode permitir a degradação do sistema de transportes, para evitar prejuízos ainda mais acentuados no fluxo de passageiros no futuro.

“A demanda caiu não apenas por causa da pandemia ou novos modais, mas também por causa do comércio eletrônico, do trabalho remoto e da educação à distância. Dificilmente o número de passageiros vai voltar ao de antes da pandemia, mas a Prefeitura de SP não pode permitir a degradação do sistema, porque é um tiro de morte. Quando há superlotação, diminuição de frota e deterioração da qualidade do serviço prestado, as pessoas migram para outras formas de transporte e nunca mais voltam”, afirmou Ejzenberg.

 

Passageiros formam fila e tentam embarcar em ônibus em frente a estação Corinthians/Itaquera após greve no Metrô de SP — Foto: Paulo Guereta/Estadão Conteúdo

Passageiros formam fila e tentam embarcar em ônibus em frente a estação Corinthians/Itaquera após greve no Metrô de SP — Foto: Paulo Guereta/Estadão Conteúdo

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G1

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