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PF investiga ex-senador Romero Jucá e filho em esquema de candidaturas laranjas

Agência Senado
Redação
Escrito por Redação

Operação, que foi batizada de “Títeres”, investiga fraudes e desvios de financiamento que ocorreram nas eleições de 2018 em Roraima

A Polícia Federal ( PF ) deflagrou nesta quarta-feira uma operação contra supostas candidaturas laranjas nas últimas eleições em Roraima, envolvendo o MDB e o PSD. Dois dos principais alvos são o ex-senador Romero Jucá e seu filho, Rodrigo Jucá , suspeitos de comandar o esquema. As informações foram divulgadas pelo site G1, que afirmou que a PF não divulgou o nome dos investigados.

A operação, batizada de “Títeres”, cumpriu, ao todo, seis mandados de busca e apreensão contra envolvidos no esquema. No entanto, o ex-senador e seu filho não foram alvos.

O G1 ainda confirmou que a PF não esteve nas sedes locais dos partidos, mas cumpriu os mandados nas residências dos supostos laranjas e de políticos que teriam sido beneficiados pelo esquema, além de uma empresa de consultoria.

A operação mira fraudes e desvios de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha durante o pleito eleitoral de 2018. Os mandados foram expedidos pela justiça da 1ª Zona Eleitoral de Roraima.

A investigação constatou a existência de candidatas do PSD que receberam muitos recursos, mas tiveram um número muito baixo de votos. Em um dos casos, uma candidata a deputada estadual pelo PSD recebeu quase R$105 mil, mas teve só nove votos. De acordo com a PF, o dinheiro vinha do MDB.

“Apesar das candidatas investigadas serem de um partido, a maior parte dos recursos destinados a elas seria oriunda de outro partido que participava de mesma coligação à época”, detalhou a PF ao G1.

Os principais crimes investigados são associação criminosa, a falsidade ideológica eleitoral e a apropriação de valores do financiamento eleitoral, crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 14 anos.

Em nota, a assessoria do diretório do MDB em Roraima e do ex-senador Romero Jucá disse desconhecer as investigações e repudiou “qualquer ilação de cometimento de irregularidade”.

Também em nota, o PSD informou que as denúncias apresentadas se referem às eleições de 2018 e, portanto, não existe nenhuma relação ou envolvimento com os atuais membros do diretório. A legenda afirmou que “o PSD Roraima segue rigorosamente o que determina a legislação vigente” e se colocou à disposição para fornecer informações adicionais.

iG

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