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Pastora acusada de omissão na morte dos filhos é transferida para o ES

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Pastora acusada de omissão na morte dos filhos é transferida para o ES

Juliana é mãe dos dois meninos mortos em um incêndio em Linhares. Na sexta-feira (7), ela foi trazida do Presídio de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, para o Centro Prisional Feminino de Cariacica.

A pastora Juliana Sales foi transferida para o Centro Prisional Feminino de Cariacica, no Espírito Santo, na última sexta-feira (7). Ela estava presídio de Teófilo Otoni, em Minas Gerais.

Segundo a Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais, a transferência dela já tinha sido autorizada na última semana.

Juliana é mãe dos irmãos Kauã e Joaquim, mortos em um incêndio em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Ela é acusada de ter sido omissa aos assassinatos das crianças.

O pastor Georgeval Alves, marido de Juliana e pai de Joaquim, segue preso no Centro de Detenção Provisória de Viana, acusado do crime.

Solta e presa novamente

Juliana Sales foi presa novamente no dia 14 de novembro, uma semana depois de ter conseguido a liberdade provisória. A pastora já estava presa no Centro Prisional Feminino de Cariacica, mas por decisão da Justiça, foi liberada.

O Ministério Público do Espírito Santo informou, por meio de nota, que entrou com recurso depois que Juliana foi solta, que foi acatado pela Justiça, reconsiderando a decisão anterior.

Na primeira vez que Juliana foi presa, no dia 20 de junho, ela também estava na cidade de Teófilo Otoni, na casa de um pastor amigo da família.

Caso

Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

As crianças morreram em um incêndio no dia 21 de abril, em Linhares. Georgeval, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças. Já a esposa dele, Juliana foi presa porque, segundo o juiz, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam.

Eles são acusados de homicídio qualificado, estupro de vulneráveis e fraude processual. Georgeval ainda responde por tortura.

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