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Oposição lidera eleições parlamentares cruciais para o governo de Alberto Fernández na Argentina

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Oposição lidera eleições parlamentares cruciais para o governo de Alberto Fernández na Argentina

Com 90% das urnas apuradas, a coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri, aparecia com 42,63% dos votos.

Com 90% dar urnas apuradas, a oposição liderava as eleições parlamentares de meio de mandato na Argentina –a votação é crucial para o governo de Alberto Fernández, de centro-esquerda.

A coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri, aparecia com 42,63% dos votos. A coligação de Fernández, a Frente de Todos, recebia 33,17% dos votos.

Nas primárias que aconteceram em setembro, a coligação de Fernández, perdeu da oposição.

Se o Legislativo for dominado pela oposição, a governabilidade para os próximos dois anos de mandato estará comprometida.

Cristina Kirchner e Alberto Fernández em 11 de novembro de 2021 — Foto: Matias Baglietto/Reuters

Cristina Kirchner e Alberto Fernández em 11 de novembro de 2021 — Foto: Matias Baglietto/Reuters

“Terminamos um dia eleitoral muito bom. Tudo correu normalmente. Pelos primeiros dados da Câmara Nacional Eleitoral, temos um percentual de comparecimento entre 71 e 72%. Havia mais gente do que nas primárias de setembro”, disse o Ministro do Interior, Wado de Pedro, pouco depois do encerramento dos centros de votação às 18h locais (mesmo horário de Brasília).

Foto de sessão virtual do Senado da Argentina em 13 de maio — Foto: Agustin Marcarian/Arquivo/Reuters

Foto de sessão virtual do Senado da Argentina em 13 de maio — Foto: Agustin Marcarian/Arquivo/Reuters

Fernández busca assegurar a governabilidade para os próximos dois anos de mandato, enquanto todos os candidatos já pensam na disputa à presidência de 2023.

Antes da divulgação dos resultados, Macri, principal referência da oposição, adiantou que “esses próximos dois anos serão difíceis” e, em um tom de vencedor, garantiu que sua coalizão “atuará com muita responsabilidade, ajudando para que a transição seja a mais ordenada possível”.

FMI e inflação

 

Nas últimas semanas, o governo anunciou medidas econômicas e um controle de preços, em uma tentativa de combater a inflação galopante, que acumula 41,8% entre janeiro e outubro, uma das mais elevadas do mundo.

Fernández também endureceu o discurso a respeito do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual a Argentina tenta obter um acordo para substituir o crédito stand-by de 2018 de 44 bilhões de dólares.

“Também estamos tendo que resolver a dívida que nos deixaram com o FMI, claro que temos que resolver. Mas não vou resolver em cinco minutos porque quem resolve esse problema em cinco minutos é porque concordou com o Fundo em tudo o que pede”, afirmou Fernández no encerramento da campanha.

Se não conseguir o novo acordo, a Argentina – que tem 40% de sua população na pobreza – terá que pagar US$ 19 bilhões ao FMI em 2022 e o mesmo valor em 2023.

 

As eleições acontecem no momento em que o país está emergindo da última recessão que começou em 2018 e se aprofundou com uma queda de 9,9% do PIB em 2020 devido à pandemia de Covid-19.

A queda do número de contágios de Covid-19 nas últimas semanas e o avanço do programa de vacinação – com mais de 60% da população com esquema vacinal completo e outros 20% com a primeira dose – possibilitam a retoma das atividades e uma recuperação.

Mas o crescimento de quase 9% do PIB previsto para este ano apenas leva a situação de volta ao início do governo Fernández, quando a Argentina já acumulava dois anos de recessão.

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G1

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