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São Paulo

Ocupação de UTIs para Covid-19 alcança 62,2% na Grande SP e média de mortes sobe 34% nos últimos 14 dias no estado

Redação

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Ocupação de UTIs para Covid-19 alcança 62,2% na Grande SP e média de mortes sobe 34% nos últimos 14 dias no estado

No total, estado contabiliza 43 mil mortes e 1,28 milhão de casos confirmados desde o início da pandemia. Após período em que análise ficou prejudicada por problema no sistema do Ministério da Saúde, média móvel é de 134 óbitos por dia neste domingo (6).

Ocupação de UTIs para Covid-19 alcança 62,2% na Grande SP e média de mortes sobe 34% nos últimos 14 dias no estado

Pacientes internados com Covid-19 em UTIs do estado de São Paulo — Foto: Divulgação/Prefeitura de Jundiaí

O estado de São Paulo voltou a registrar alta na média de mortes por coronavírus neste domingo (6), após período em que a análise dos dados foi prejudicada por conta de problema em sistema do Ministério da Saúde. Se comparado ao número registrado há 14 dias, a média diária de óbitos por Covid-19 teve alta de 34%.

ocupação de leitos das UTIs na Grande SP segue acima de 60% desde quarta-feira (2) e, neste domingo, chegou a 62,2%, segundo os dados da Secretaria de Saúde do estado.

Segundo boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), o estado de São Paulo tem 10.334 pessoas internadas por problemas relacionados à Covid-19 em hospitais públicos e particulares. Desse total, 4.384 estão em UTIs e 5.959 em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de UTI em todo o estado chegou a 55,5% neste domingo, segundo a secretaria.

Também foram contabilizadas neste domingo no estado 46 novas mortes nas últimas 24 horas, elevando o total desde o início da pandemia para 43.015.

A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias, é de 134 neste domingo. Em comparação ao valor registrado há 14 dias, a variação foi de 34%, o que para especialistas indica tendência de alta.

O estado já vinha registrando aumento no número de internações há pelo menos três semanas, mas a análise da evolução da epidemia em relação às mortes estava prejudicada por conta de um apagão de dados em sistema do Ministério da Saúde.

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Entre os dias 6 e 10 de novembro, o governo estadual não divulgou as informações referentes a mortes e casos, o que fez com que as médias caíssem artificialmente. Nos dias seguintes, houve aumento artificial dos números diários por conta dos dados represados.

Neste domingo, já foi possível medir a evolução da pandemia em 14 dias usando valores após a normalização da divulgação.

Antes do apagão de dados, o estado vinha registrando queda e estabilidade nas mortes. Durante dez dias seguidos a média móvel diária ficou abaixo de 100. No entanto, desde o dia 26 de novembro o valor voltou a ficar acima de 100.

Neste domingo, também foram registrados 2.675 novos casos confirmados de Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 1.287.762. A média móvel de casos é de 6.756.

Retorno à fase amarela

Devido à piora da pandemia, todas as regiões do estado regrediram nesta quarta-feira (2) para a fase amarela do Plano São Paulo, que tem regras mais restritas da quarentena que a verde, na qual 76% da população se encontrava anteriormente.

Após congelar a reclassificação por período maior que estipulado, o anúncio do governador João Doria (PSDB) da ida para a fase amarela só aconteceu no dia seguinte às eleições municipais. Também houve nova mudança nos critérios de avaliação dos indicadores. Se as regras anteriores tivessem sido aplicadas, algumas como a Grande São Paulo ficariam na fase laranja, ainda mais restrita.

Hospitais públicos e privados já haviam alertado para o aumento das internações e o próprio Centro de Contingência do Coronavírus do governo chegou a recomendar anteriormente que medidas mais restritivas fossem adotadas.

Durante a coletiva de imprensa desta quinta, o governo de São Paulo também recomendou que as pessoas evitem celebrações de final de ano que reúnam mais de dez pessoas.

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G1 – Globo

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