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O que me apavora é o silêncio dos bons

Redação

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O que me apavora é o silêncio dos bons

No último dia 3 de dezembro, perdi um querido amigo, Dr. Claudio Renato do Canto Farag, que veio a óbito por conta da covid-19, a cuja família, presto meu pesar. Ele era novo, cheio de vida e disposição, andava de um lado para o outro pelo país. A última vez que estive com ele, há cerca de um mês, foi no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Um advogado renomado, professor universitário, afável, educado e agradável. Deixará saudades.

De fato, poderia ter sido qualquer um de nós. Conforme o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, no dia 28 de novembro estavam confirmados 62.244.181 casos de covid-19 no mundo. Os Estados Unidos foram o país com o maior número de casos acumulados registrados (13.244.417), seguido pela Índia (9.392.919) e Brasil (6.290.272), no terceiro posto do ranking global.

Até o citado dia 28 estavam confirmados 1.452.410 óbitos no mundo. Os Estados Unidos foram o país com maior número acumulado de óbitos (266.047), seguido do Brasil (172.561), com o registro oficial de 3.572 mortes só na última semana de apuração.

A situação da pandemia no Brasil recrudesceu, está muito séria e a morte por este vírus assassino avizinha a todos nós. No entanto, mais uma quarentena vai nos levar à ruína econômica.

Neste combate, certamente a imunização é a melhor alternativa. A Rússia, com a vacina Sputnik, deu início, oficialmente, neste sábado (5) ao programa de imunização em massa. O Reino Unido na semana passada aprovou, emergencialmente, a aplicação do imunizante desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela alemã de biotecnologia BioNTech.

Os Estados Unidos têm garantida a compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech, por US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões). Aliás, recebi de um importador de medicamentos, sediado nos Estados Unidos, a informação de que, realmente, o governo norte-americano comprou toda a produção da vacina da Pfizer/BioNTech e ela não estará disponível para o Brasil tão cedo. Então! E nós brasileiros, como ficamos? Fala-se na presente data, que mais de 176 mil brasileiros morreram. Imaginem três estádios de futebol de porte, lotados de cadáveres. É neste escabroso patamar que a covid-19 mata em nosso país e continua matando milhares a cada semana. Toda morte reclama resposta. Quantos mais terão que morrer?

Não podemos nos calar diante do genocídio. É revoltante e homicida a politização da vacina. E pior, a aposta da Fiocruz na vacina da Oxford/AstraZeneca está rodeada de dúvidas, incertezas e embaraços, com severas críticas de falta de transparência de dados, inclusive no tocante à sua eficiência e prazo de entrega para a população. Não está claro sequer se a eficácia imunizante desta vacina, que o governo quer, é de apenas 62%.

Anunciar que a vacina vem de Oxford é bacana, mas não resolve o problema e os óbitos estão acontecendo, dia a dia. Todo dia, são mais mortes que entram na conta. Há um mês estava tomando café no aeroporto com meu amigo, hoje ele não está mais entre nós.

Não podemos permitir esta criminosa politização. Cada vida importa. Temos que enfrentar a covid-19. Buscar soluções. Nos mobilizar, cobrar nossos governantes.

Lutar pela vida é nossa opção. Unidos, lembrando Geraldo Vandré e Ludmila Ferber, “caminhando, cantando e seguindo a canção”, que “em tempos de guerra, nunca pare de lutar. Não baixe a guarda, nunca pare de lutar. Em tempos de guerra, nunca pare de adorar. Libera a Palavra, profetiza sem parar. O escape, o descanso, a cura, a recompensa vêm, sem demora.”

Não vamos nos entregar. Cadê a vacina para o Brasil? Nenhuma política genocida triunfará. Somos o bravo e soberano povo brasileiro, nada nos vencerá!

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