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O desenvolvimento do Brasil passa pelos trilhos

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O desenvolvimento do Brasil passa pelos trilhos

Ninguém duvida da legitimidade das reivindicações feitas pelos caminhoneiros que paralisaram o Brasil por uma semana, há pouco mais de um mês. Os reflexos da greve são sentidos até hoje, com a retração dos principais índices econômicos, depois da maior crise de abastecimento em décadas. O movimento, porém, também serviu para mostrar o quanto o país é dependente do transporte rodoviário de cargas.

O transporte de cargas por ferrovias é estratégico para o desenvolvimento de um país, principalmente os de grandes dimensões territoriais, proporcionando o barateamento do preço final dos produtos e desafogando as rodovias.

O Brasil é o quinto maior país em território, com 8,5 milhões de km², porém, possui apenas a nona maior malha ferroviária do mundo, com 29,8 mil km de trilhos. Com área total de 9,3 milhões de km², os Estados Unidos superam por pouco o Brasil em tamanho, mas têm uma malha ferroviária dez vezes maior: 293,5 mil km, uma diferença gritante. Sinônimo de desenvolvimento industrial e tecnológico, o minúsculo Japão, com seus 372,8 mil km² de trilhos, tem uma malha muito próxima da brasileira, com 23,4 mil km.

A situação piora bastante se considerarmos que mais de um terço da estrutura ferroviária brasileira, o equivalente a 8,6 mil km, está sem uso, sendo que e 6,5 mil km não têm condições de receber um vagão sequer. É o que concluiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em recente levantamento.

A grande expansão dos trens no Brasil se deu no período imperial. Em 1889, ano da proclamação da República, o País tinha 9,2 mil km de ferrovias, isso 35 anos após o assentamento dos primeiros dormentes, no Rio de Janeiro. As estações ferroviárias foram um marco para o desenvolvimento do país, servindo de ponto de partida e chegada das locomotivas que carregavam a riqueza nacional, em forma de minérios e da produção agrícola, do interior para o Litoral.

Em volta dessas estações, nasceram povoados que hoje são prósperas cidades. O Centro-Oeste paulista, por exemplo, já teve o maior entroncamento ferroviário do Brasil. Por Bauru, passavam as ferrovias Paulista e Sorocabana, que chegavam ao Porto de Santos.

Esse cenário começou a mudar no início da década de 1960, quando as decisões políticas passaram a evitar decisões de grandes investimentos de longo prazo e a opção pelo fortalecimento da indústria automotiva e do petróleo. O resultado é, hoje, uma malha ferroviária insuficiente, que equivale a só 10% da malha rodoviária nacional.

Com o desenvolver da economia, o escoamento da produção brasileira migrou com veemência para as estradas, causando aberrações como os megaengarrafamentos que param a entrada do Porto de Santos a cada super safra de grãos. É hora de mudar essa realidade e apostar novamente no desenvolvimento do Brasil pelos trilhos.

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