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Número de bebês nascidos no estado de SP cai 17% nos últimos 19 anos e média de idade das mães aumenta, diz pesquisa

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Número de bebês nascidos no estado de SP cai 17% nos últimos 19 anos e média de idade das mães aumenta, diz pesquisa

Mulheres que tiveram filhos no ano 2000 tinham, em média, menos de 26 anos; contra 28,7 no ano passado; Pesquisadora da Fundação Seade diz que mulheres estão mais escolarizadas e postergam maternidade por carreira.

 

O número de bebês nascidos no estado de São Paulo caiu 17% nos últimos 19 anos, de acordo com uma pesquisa do Sistema Estadual de Análise de Dados — o Seade. Em 2000 foram quase 700 mil nascimentos. No ano passado, 580,2 mil.

Enquanto isso, aumentou a faixa etária das mães paulistas.

  • No estado, as mulheres que tiveram filhos no ano 2000 tinham, em média, menos de 26 anos.
  • No ano passado, subiu para 28,7 anos.
  • Na capital o aumento foi ainda maior: em 2019, a média de idade das mães passou dos 29 anos.

Em 2000, no estado, as mães muito jovens – com menos de 20 anos – eram praticamente 2 a cada 10. Em 2019, essa proporção caiu pela metade. Agora elas são 10%.

As mulheres que têm filhos entre 20 e 29 anos eram 54,5%, e passaram pra 46,3%. Continuam sendo maioria, mas cresceu muito a porcentagem das que se tornam mães entre os 30 e os 39 anos: elas eram 24% em 2000. E no ano passado, chegaram a quase 40%

A pesquisa da Fundação Seade também aponta para uma queda nos índices de gravidez na adolescência no estado. Em 2000 cerca de 8% mães tinham menos de 18 anos. No ano passado, 4%.

Perfil

Faz sete meses que a empreendedora Fabiana Araújo Vieira, 31, estreou um novo papel na vida: mãe do Filipi e do Henrique. Os gêmeos nasceram em maio, em plena pandemia.

E ela, que há três anos trocou o mundo corporativo pela vida de empreendedora, de repente, ganhou mais esses dois motivos para se manter forte e batalhando.

“Eu nunca gostei muito de rotina. E aí eu estou aprendendo a tentar ter rotina, então todos os dias eu luto contra a rotina. E como eles são gêmeos as pessoas falam ‘Tem que dormir junto, acordar junto’, e eu prezo muito por isso, a individualidade de cada um, então talvez eu esteja sofrendo um pouco por isso”, afirma.

A Fabiana entrou no universo das fraldas e nas estatísticas da maternidade um pouco mais cedo do que tinha planejado. Ela pretendia engravidar aos 35 anos, mas os gêmeos vieram aos 31.

De qualquer maneira, ela faz parte de uma das faixas etárias em que mais mulheres têm filhos atualmente, um cenário que mudou bastante nos últimos 20 anos.

A pesquisadora da Fundação Sade que coordenou esse estudo, a demógrafa Lúcia Yazaki, comenta que ele diz muito sobre o comportamento da sociedade e, principalmente, das mulheres.

“Elas estão mais escolarizadas, então elas também vão participar do mercado de trabalho, elas vão querer construir sua carreira e aí elas vão pensar na maternidade em algum momento ‘ideal’ na vida dela, a sua grande maioria. E aí elas vão postergando essa idade, esse início da maternidade e acaba ficando as idades mais velhas.”

Os números também ajudam a nortear políticas públicas, de acordo com Lúcia.

“Programas de políticas públicas, a gente tem que pensar pré-natal, então pré-natal voltado principalmente para mulheres com mais de 20, 30 anos.”

Por enquanto a Fabiana está curtindo os bebês em casa, mas continua com o sonho de tocar sua carreira mais para frente.

“O que eu estou tentando fazer é me reinventar. Porque para mim o trabalho é muito importante e também ser mãe é muito importante, então eu estou tentando me reinventar. Não é fácil, a gente fica frustrada, fica brava, fica estressada, mas quando a gente vê eles, eu acho que a sensação é de ‘Eu tenho a oportunidade de estar com eles e abrir mão de mim’, vale muito mais porque é um tempo determinado né, não vai ser para sempre, eu posso recomeçar lá na frente.”

Grávida — Foto: Getty Images via BBC

Grávida — Foto: Getty Images via BBC

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G1 – Globo.

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