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Novembro Azul: “Penumbras” e “tabus” do diagnóstico ao tratamento do câncer de próstata

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Novembro Azul: “Penumbras” e “tabus” do diagnóstico ao tratamento do câncer de próstata

Por Dr. Ariê Carneiro*

 

Novembro Azul: “Penumbras” e “tabus” do diagnóstico ao tratamento do câncer de próstata

 

A palavra “câncer” traz consigo muitas angústias e inseguranças, pois ninguém escolhe ter e ninguém está preparado para passar por isso. Ao ser diagnosticado, muitas coisas passam por nossas cabeças, mas o maior desafio é achar o melhor caminho a ser percorrido para atingir a cura completa e conseguir viver da forma mais normal possível.

Quando o câncer é localizado na próstata o sentimento de vontade de curar vem junto com uma série de outras preocupações como: a impotência sexual, a incontinência urinária, a infertilidade etc;  questões estas, importantes para o homem e para manutenção da qualidade de vida pós-tratamento.

E como fazemos para prevenir a doença?

Até o momento, não temos nenhum tipo de tratamento ou orientação que possamos oferecer aos pacientes para evitar o aparecimento do câncer de próstata.

Alguns estudos descrevem a relação direta entre a obesidade e a incidência de câncer de próstata e, atualmente, é o único fator que está em nossas mãos para evitar este câncer. Certos fatores genéticos estão bem documentados e relacionados com o aumento da incidência do câncer de próstata, dentre eles devemos destacar: raça negra e histórico familiar (parentes de primeiro grau). Essas duas populações precisam ter maior atenção e iniciar os cuidados mais precocemente.

Já que não podemos evitar esta doença, o que podemos fazer para ter maior chance de cura e menor risco de sequelas?

O diagnóstico precoce é a chave do sucesso! Quanto mais precoce é diagnosticado o câncer de próstata maiores são as chances de cura e manutenção da qualidade de vida.

A tecnologia vem se desenvolvendo de forma significativa nos últimos anos.

A cirurgia robótica revolucionou a cirurgia para o tratamento do câncer de próstata. Com esta tecnologia é possível curar a maioria dos pacientes com doença em estágio inicial e também preservar a função erétil e a continência.

Recentemente, novas tecnologias têm chegado no Brasil como por exemplo o HIFU (High Intensity Focused Ultrassound), este é o tratamento mais moderno e menos invasivo no mercado. Ao invés de retirar ou tratar a próstata inteira, o HIFU trata apenas a área da próstata com o câncer e, com isso, preserva o órgão.

O mais interessante é que este tratamento não precisa de incisões e o paciente é tratado em uma única sessão, recebendo alta no mesmo dia com alta chance de cura e preservação potência e continência em praticamente todos os casos.

No entanto, é importante destacar que, estes tratamentos menos invasivos “não são para quem quer” e “sim para quem pode”!

Nesse caso, só podemos realizar esses tratamentos em pacientes com doenças bem iniciais. Quanto mais cedo é diagnosticado e mais confinado na próstata, menos invasivos e mais precisos serão os tratamentos.

Doenças mais avançadas, de forma geral, demandam tratamentos mais agressivos e multimodais, nos quais se associa mais de uma modalidade de tratamento (cirurgia, radioterapia e, em muitos casos, a terapia de privação androgênica, ou seja, bloqueia a produção de testosterona) com grande impacto na qualidade de vida.

Então, já que não podemos evitar, e a chave do sucesso é o diagnostico precoce para poder ter o “benefício” de um tratamento pouco invasivo, o que devemos fazer?

Devemos lembrar que um a cada seis homens irão ser diagnosticados pelo câncer de próstata. Trata-se da neoplasia solida (exceto câncer de pele não melanoma) mais frequente nos homens. De forma geral não apresentam nenhum sintoma em sua fase inicial, dificultando ainda mais o seu diagnostico precoce.

Diante disso, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que toda a população masculina com mais de cinquenta anos deva passar, anualmente, por uma avaliação de rotina da próstata.

Homens da raça negra ou com antecedente familiar, devem iniciar com quarenta e cinco anos.

Na avaliação de rotina anual, é realizado o exame de toque retal e a dosagem do PSA (exame de sangue), além de uma avaliação clínica completa do paciente.

Muitos ainda perguntam se o exame de toque é realmente necessário. Posso afirmar que sim! Muitos tumores, principalmente os mais agressivos crescem sem ter um aumento do PSA e, com isso, só podem ser detectados pelo toque retal.

Existem exames mais modernos e mais precisos, mas só devem ser realizados em caso de alteração do PSA ou do toque retal.

Portanto, ter o câncer não depende de nós, mas ter um diagnóstico precoce e gozar do “benefício” de um tratamento minimamente invasivo com alta taxa de cura e baixa taxa de incontinência e impotência só depende de nós mesmos.

Para mais informações sobre as diferentes patologias urológicas acesse a nossa plataforma www.igaurology.com .

 

__________

*Dr. Ariê Carneiro (@ariecarneiro)
Médico urologista, titular da Sociedade Brasileira de Urologia.
Pós-graduado pela Harvard Medical School (Boston / EUA) e pelo Insittut Mutualiste Montsouris (Paris/França).
Doutorado pela Faculdade de Medicina do ABC.

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