O Sistema Cantareira completa nesta quinta-feira (1º) três meses em estado de alerta - ou seja, operando com volume igual ou menor do que 40%. De acordo com a

Redação Publicado em 01/11/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h06
O Sistema Cantareira completa nesta quinta-feira (1º) três meses em estado de alerta – ou seja, operando com volume igual ou menor do que 40%. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), nesta quarta-feira, o volume era de 34,5%.
No dia 28 de julho, o sistema passou a operar com 40% de capacidade. O estado de alerta passa a valer no primeiro dia do mês seguinte. Na prática, a determinação do estado de alerta reduz a quantidade de água que a Sabesp pode retirar do manancial de 31 mil litros por segundo para 27 mil litros por segundo.
O Cantareira é o maior reservatório de água da região metropolitana e abastece cerca de 7,5 milhões de pessoas por dia, 46% da população da região metropolitana de São Paulo, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), orgão que regulamenta o setor.
Nos últimos 13 meses, a Companhia diz ter poupado mais de 27% do que estava autorizada a retirar do sistema. Se não tivesse adotado a medida, segundo a Sabesp, o Cantareira estaria atualmente com 6% da capacidade, não com 34,6%.
De acordo com a Companhia, a pluviometria acumulada em outubro no Cantareira é de 192,9 mm, já superando a média histórica para o mês, que é de 129,4 mm.
Para o professor da USP Pedro Côrtes, embora as chuvas tenham ficado bem acima da média, o nível do Sistema Cantareira subiu apenas 0,7% entre 01/10 e 29/10.
“Isso serve de alerta, pois outubro é um mês de recarga do Sistema Cantareira. É necessário reforçar a manutenção das boas práticas, priorizando o uso racional da água. É importante economizar água, pois se a recarga ficar abaixo do necessário poderemos enfrentar uma situação mais crítica a partir de março de 2019”, diz ele.
A Sabesp também alerta para a necessidade de economia de água por parte da população. “É essencial que a população mantenha sempre os hábitos de consumo consciente de água, evitando o desperdício”, disse em nota.
De acordo com a Sabesp, a diminuição do volume de água retirada não influencia na operação da empresa, porque a companhia já vem economizando e retirando menos água do que o limite máximo estipulado pela ANA.
De acordo com a Sabesp, desde 2014, houve um investimento de R$ 6,8 bilhões em 36 grandes obras que garantem o abastecimento da capital e da Grande São Paulo. Entre as maiores, a interligação Jaguari-Atibainha e o novo Sistema São Lourenço.
A Companhia também diz ter aumentado seu sistema flex, que interliga as represas e os reservatórios.
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