Com suas rotinas afetadas pela pandemia de covid-19, 600 indústrias nacionais se candidataram e foram selecionadas para aprender a produzir equipamentos de

Redação Publicado em 06/08/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h09
Com suas rotinas afetadas pela pandemia de covid-19, 600 indústrias nacionais se candidataram e foram selecionadas para aprender a produzir equipamentos de proteção individual (EPI) contra o novo coronavírus. A consultoria ocorre em um treinamento online, oferecido pelo Edital de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Na semana passada, o Senai anunciou 350 empresas na segunda chamada do projeto, que vai ensinar especificações técnicas e normas que garantam a eficácia de produtos como máscaras, álcool em gel e aventais hospitalares. Elas se juntam às 250 que já haviam sido treinadas a partir da primeira chamada, realizada em junho. Entre as novas selecionadas, há indústrias de 20 estados, e 280 são empresas de micro ou pequeno porte.
O diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, conta que empresas de setores com processos produtivos próximos compõem grande parte das selecionadas, como indústrias têxteis e de confecção, que têm maior facilidade de se preparar para produzir máscaras, por exemplo.
“No caso do álcool em gel, que é um dos itens importantes, temos situações interessantes, como uma empresa que produzia aguardente, uma cachaçaria, que viu uma oportunidade e até um apelo. Havia um problema claro de abastecimento, e eles tiveram papel decisivo”, disse o diretor do Senai, que se referiu à cachaçaria Jiboia, do Acre, uma das participantes da primeira etapa.
O treinamento online terá oito horas de duração, em que os consultores ajudam na elaboração de um plano de ação, orientam sobre exigências regulatórias e ensinam a adequação do novo processo produtivo às instalações industriais já existentes.
A maioria das empresas selecionadas, 189 das 350, deve produzir máscaras de uso comum, e 33 ofertarão máscaras cirúrgicas. Também estão previstas consultorias para a produção de escudos faciais de acetato em 21 empresas, e de álcool em gel, em sete.
Lucchesi acredita que a pandemia de covid-19 mudou a percepção internacional sobre a prioridade de garantir uma oferta local de itens, como máscaras e respiradores. “O mundo tende a não ficar refém de um item crítico na agenda sanitária, como um fármaco ou respirador. Vai haver uma preocupação maior de ter uma segurança doméstica na agenda sanitária”.
Apesar da busca por reduzir a dependência de importações, o diretor do Senai avalia que a discussão sobre a eficiência produtiva se mantém. “É uma questão de soberania, e é uma questão de gerar empregos e gerar melhores empregos. Nenhum país se desenvolveu sem apostar em indústrias”.
Ao mesmo tempo, ele avalia que a produção de EPI pôde oferecer um alento a algumas empresas de setores mais atingidos, como o de confecções. “A reconversão produtiva ajudou muitos empresários a se manterem ativos, e, com isso, salvar a empresa e empregos”.
Agência Brasil
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Cristiano Ronaldo se incomoda com pergunta sobre Messi e se recusa a responder

Justiça condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão em novo caso

Cristiano Ronaldo faz história e Portugal atropela o Uzbequistão na Copa do Mundo

Infantino confirma presença de Trump na final da Copa de 2026 e diz que presidente dos EUA entregará taça ao campeão

Seleção do Irã pede paz entre nações em carta deixada no vestiário após jogo da Copa