Estudo apresentado hoje (7) pela Itaipu na Conferência Mundial do Clima (COP25), em Madri, mostrou que sem os mais de 100 mil hectares de áreas protegidas em

Redação Publicado em 09/12/2019, às 00h00 - Atualizado às 10h20
Estudo apresentado hoje (7) pela Itaipu na Conferência Mundial do Clima (COP25), em Madri, mostrou que sem os mais de 100 mil hectares de áreas protegidas em torno da usina binacional, o reservatório localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai receberia, a cada ano, sedimentos em um volume que encurtaria a vida útil da unidade. Os países deixariam de faturar bilhões de dólares com a venda de energia.
O estudo foi apresentado em evento promovido conjuntamente com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (Undesa).
“Para que Itaipu siga produzindo energia para ambos os países no longo prazo, é necessário que a empresa atue na gestão territorial para assegurar a qualidade e a quantidade de água. Cuidar do meio ambiente faz parte do nosso negócio”, disse o general Luiz Felipe Carbonell, diretor de Coordenação da Margem Brasileira da usina.
Carbonell abriu o encontro com o diretor de Coordenação executivo da usina, o paraguaio Miguel Gómez Acosta, que destacou a importância de que a gestão ocorra de forma binacional, em ambas as margens do reservatório. “Graças a essa atuação da Itaipu, as áreas protegidas são hoje reconhecidas pela Unesco como Reserva da Biosfera e desempenham um papel na região que vai muito além de beneficiar a geração de energia.”
A chefe de Mudança Climática e Biodiversidade, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Valerie Kapos, disse que exemplos como o de Itaipu demonstram como os serviços baseados na natureza podem contribuir para a longevidade e a minimização de riscos para os negócios. Acrescentou que o Pnuma vem trabalhando no desenvolvimento de orientações para a formulação de políticas públicas nessa área e que o caso de Itaipu deve contribuir para essa linha de atuação.
O painel Soluções em água e energia e suas interconexões com serviços ecossistêmicos foi moderado pelo ministro da Transição Ecológica da Espanha, Manuel Menéndez, e aberto pelo secretário de Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Roberto Castelo Branco.
A discussão sobre serviços ecossistêmicos foi precedida de outro painel da Itaipu, que apresentou 17 estudos de casos mostrando como a empresa atua na promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que compõem a Agenda 2030.
O diretor do Instituto de Mudança Climática da Guatemala, Alex Guerra, que participou do painel, afirmou se tratar de uma grande oportunidade de mostrar boas práticas no contexto dos ODS, que contribuem tanto para o manejo da água e a geração de energia limpa, quanto para a conservação de ecossistemas, o sequestro de carbono e a qualidade de vida das comunidades, de forma interconectada.
*Com informações de Itaipu
Agência Brasil
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