O primeiro-ministro da França, Edouard Phillipe, determinou nesta terça (28) que eventos esportivos com mais de 5 mil participantes, mesmo disputados com

Redação Publicado em 28/04/2020, às 00h00 - Atualizado às 15h43
O primeiro-ministro da França, Edouard Phillipe, determinou nesta terça (28) que eventos esportivos com mais de 5 mil participantes, mesmo disputados com portões fechados, não sejam realizados no país antes de setembro. “Especialmente os de futebol”, declarou Phillipe em pronunciamento na Assembleia Nacional francesa.
A decisão se dá em prevenção à pandemia do novo coronavírus (covid-19). A França já registrou mais de 23 mil mortes pela doença, sendo 437 em 24 horas. O governo francês anunciou um plano de encerrar o confinamento no país a partir de 11 de maio, mas segundo o primeiro-ministro a prática esportiva externa só será possível “em dias de sol, individual, obviamente respeitando as regras de distanciamento social, mas não será permitida em lugares fechados, nem modalidades em equipe ou de contato”.
A medida vai contra o que pretendia a Liga Profissional de Futebol da França (LPF), que pretendia recomeçar a atual temporada em 17 de junho, encerrá-la até 25 de julho e iniciar a próxima em 22 ou 23 de agosto. Em nota divulgada no último dia 20, porém, a entidade admitia aguardar a posição do Governo a respeito do fim do lockdown social (paralisação total ou parcial das atividades) e em que condições as partidas poderiam ser disputadas com portões fechados. Tanto a liga como a Federação Francesa de Futebol (FFF) ainda não se pronunciaram sobre a decisão.
Caso a LPF realmente dê as competições como encerradas, seguirá os passos da Confederação Holandesa de Futebol (KNVB, na sigla em holandês). Na última sexta (24), a entidade determinou o término dos campeonatos nacionais após o primeiro-ministro, Mark Rutte, proibir jogos de futebol no país até setembro.
Um dia antes, a Uefa (entidade máxima do futebol europeu) tinha autorizado que os filiados concluíssem prematuramente seus torneios locais por razões “legítimas”, ou seja, de saúde, econômicas ou governamentais. Segundo a organização, a definição dos representantes dos países nos campeonatos continentais deveria levar em conta o “mérito esportivo” e que seria “preferível” que as ligas encontrem critérios de disputa que facilitem a seleção desses times.
A primeira divisão (Ligue 1) está interrompida desde 13 de março, com 28 rodadas disputadas. O Paris Saint-Germain lidera com 68 pontos, seguido por Olympique de Marselha (56 pontos), Rennes (50) e Lille (49). Pelo regulamento, os três primeiros se classificam para a Liga dos Campeões e o quarto vai à Liga Europa. Na outra ponta da tabela, Amiens (19º, com 23 pontos) e Toulouse (20º, com 13 pontos) estariam rebaixados, enquanto o Nîmes (18º, com 27 pontos) disputaria um playoff contra terceiro, quarto e quinto colocados da Ligue 2 (segunda divisão).
EBC
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