Criada em fevereiro de 2018 com o objetivo de proteger os venezuelanos que atravessam a fronteira, prestando auxílio humanitário a imigrantes, a Operação

Redação Publicado em 20/04/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h14
Criada em fevereiro de 2018 com o objetivo de proteger os venezuelanos que atravessam a fronteira, prestando auxílio humanitário a imigrantes, a Operação Acolhida contabiliza 50 mil refugiados e migrantes interiorizados para 675 municípios brasileiros. A estratégia de interiorização é coordenada pelo governo brasileiro e conta com o apoio da Agência da ONU (Nações Unidas) para Refugiados (Acnur) e de outras Agências da ONU, bem como de entidades da sociedade civil.

Por meio dessa estratégia, busca-se garantir a inclusão socioeconômica daqueles que deixaram a Venezuela e encontraram no Brasil uma chance de recomeçar a vida. A estratégia de interiorização abrange quatro modalidades: saída de abrigos em Roraima para centros de acolhida e integração na cidade de destino, reunificação familiar, reunião social e Vaga de Emprego Sinalizada (VES).
“Na primeira modalidade, os centros de acolhida e integração nos locais de destino oferecem habitação temporária e serviços de apoio a integração local, que podem ser fornecidos pelo governo federal, estadual, distrital, municipal e pela sociedade civil. Há ainda Alojamentos de Trânsito e as Casas de Passagem organizadas por diferentes organizações da sociedade civil no Distrito Federal, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Cuiabá, Conde e Porto Alegre. Acnur apoia o Alojamento de Trânsito em Manaus”, informa a Acnur.
De acordo com a agência da ONU, antes de embarcarem para outras cidades, os venezuelanos que desejam participar da estratégia de interiorização devem seguir uma série de critérios. Entre eles, o de estarem regularizados no Brasil, o que inclui ter a solicitação da condição de refugiado ou residência temporária, além do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e Carteira de Trabalho. Também é necessário estar com todas as vacinas em dia e passar por verificação médica. “Durante a pandemia de covid-19, critérios ainda mais rígidos de monitoramento e acompanhamento médico foram estabelecidos”, detalha a Acnur.
Segundo o ministro da Cidadania, João Roma, “cerca de 260 mil refugiados imigrantes venezuelanos vivem no Brasil. Isso significa que um em cada cinco venezuelanos recebeu alguma forma de apoio da Operação Acolhida”, disse ele hoje (20) durante cerimônia comemorativa à marca de 50 mil migrantes interiorizados pelo programa.
“Mais do que fortalecer dados a respeito do número de refugiados e imigrantes que serão interiorizados, trabalhamos para que ao chegar a seus destinos eles contem com escolas e creches para seus filhos, e com emprego e acesso à rede de proteção social mantida pelo governo brasileiro”, acrescentou o ministro ao citar, como “peças fundamentais do suporte oferecido aos venezuelanos”, os Centros de Referência de Assistência Social e o de Referência Especializado de Assistência Social.
Em seu discurso, o ministro da Casa Civil e presidente do Comitê Federal de Assistência Emergencial, Luiz Eduardo Ramos, disse que o Brasil “sempre será um dos países que mais acolhe povos”, e que, ao acolher os venezuelanos, “assume protagonismo regional” na América do Sul.
Pesquisa conduzida pela Acnur com 360 famílias venezuelanas interiorizadas mostra que 77% delas encontraram emprego algumas semanas após chegarem às cidades de destino. O levantamento aponta, que a maioria já tinha renda suficiente para pagar aluguel, e que todas as famílias tinham, pelo menos, uma criança na escola. “Dentre os beneficiários da estratégia de interiorização, 47% são mulheres e meninas e 37% são menores de 18 anos (meninos e meninas). Um total de 88% dos venezuelanos interiorizados viajou em grupos familiares, enquanto outros 12% viajaram sozinhos”, complementa a Acnur.
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Agência Brasil
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